Article of Open Journal of Epidemiology and Public Health 

ANÁLISE DESCRITIVA DA MORTALIDADE POR TUBERCULOSE, ENTRE 2000 A 2013, PARA OS RESIDENTES DO MUNICÍPIO DE RECIFE

Silva J.M1; Silva M.S2; Silva J.M3; Santos A.L4; Vieira F.P.T.V5; Nóbrega K.N.V6
1Enfermeira, Estudante de Pós-Graduação – Faculdade Redentor - Instituto de Desenvolvimento Educacional (IDE), Recife-PE. ²Estudante do Curso de Enfermagem – Faculdade de Enfermagem N. Srª das Graças (FENSG), Universidade de Pernambuco (UPE), Recife-PE, Brasil. ³Enfermeira - Hospital da Restauração, Recife-PE. 4Estudante do Curso de Enfermagem–Faculdade Estácio do Recife-PE. 5Odontóloga/Mestre em Saúde Pública pelo Centro de pesquisa Aggeu Magalhães (CpqAM), FIOCRUZ-PE. 6Fisioterapeuta/ Mestre em Saúde Pública pelo Centro de pesquisa Aggeu Magalhães (CpqAM), FIOCRUZ-PE.

Abstract:
A doença de chagas (DC) foi classificada pela Organização Mundial da Saúde como uma enfermidade negligenciada, a qual se estabeleceu como uma das mais graves endemias brasileiras. No Brasil, com o incremento de políticas de combate ao inseto através dos inseticidas, o número de casos diminuiu drasticamente. Contudo, essa enfermidade mostra-se persistente através do aparecimento de surtos da doença no país. Demonstrar os avanços na erradicação e o novo perfil epidemiológico da doença de chagas. Realizou-se uma revisão de literatura na base de dados LILACS e na biblioteca virtual SciELO, utilizando os descritores: “doença de chagas” e “epidemiologia” e “prevenção e controle”. Foram utilizados como critérios de inclusão apenas os trabalhos produzidos nos anos de 2000 a 2016 e em português, já que a pesquisa tem por objetivo retratar o perfil epidemiológico brasileiro da doença de chagas. Com base nos critérios de inclusão que foram estabelecidos, dos artigos que foram localizados, somente 11 enquadraram-se nos objetivos principais desta revisão. Nos resultados estimou-se a prevalência da Doença de Chagas no Brasil, que variou de 4,2 % em 1980 a 2,4 % após os anos 2000, sendo as maiores prevalências verificadas em mulheres, residentes na região Nordeste e Sudeste. Constatou-se também que a forma mais frequente em todos os anos, foi por meio da transmissão oral (alimentos), que representa 68,8 % dos casos. Além disso, o Ministério da Saúde do Brasil contabilizou 112 surtos no território nacional entre 2005 e 2013, os quais envolveram em sua totalidade 35 municípios da Região Amazônica, nos quais a fonte provável de infecção foi a ingestão de alimentos contaminados com T. cruzi. Assim, esses estudos demonstraram um grande avanço combate da DC, mas também a importância de manter e expandir as ações de controle, assegurando também o investimento no diagnóstico e tratamento, para garantir a integralidade do atendimento. A partir exposto, é possível perceber que mesmo com os avanços alcançados, a Doença de Chagas ainda é uma enfermidade de grande infecciosidade no Brasil, o qual tem negligenciadas suas diversas formas de transmissão e não tem dado a atenção equitativa a todas as regiões do País. Sendo assim, é necessário que haja um investimento continuo no combate de todas as formas de transmissão e em todo o território brasileiro, tendo em vista que essa é uma enfermidade grave e que afeta as populações que não possuem condições financeiras para o seu tratamento.

Keywords:
Mortalidade; Tendência; Tuberculose.

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