Article of Open Journal of Educational Research and Reviews 

O IMPACTO DA COBERTURA DA EQUIPE DE SAÚDE DA FAMÍLIA NA PREVALÊNCIA DE DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS EM UM COMUNIDADE DE VITÓRIA DE SANTO ANTÃO - PE

Freitas R.M1; Melo A.P1; Santos C.R3; Cavalcanti R.P3; Leite A.F.B3, Fraga S.N3
1,2Estudante do Curso de Saúde Coletiva – UFPE; 3Docente do Núcleo de Saúde Coletiva – UFPE – Centro Acadêmico Vitória

Abstract:
As doenças crônicas não transmissíveis, são responsáveis pelas maiores taxas de morbimortalidade no Brasil e pela maior proporção das despesas com assistência ambulatorial e hospitalar. Elas têm afetado, sobretudo, pessoas de baixa renda, mais expostas aos fatores de riscos e com menor acesso ao serviço de saúde, condições que refletem a influência do modelo de crescimento econômico e social no risco de desenvolvimento das doenças crônicas. A comunidade Caiçara, cortada pelo rio Tapacurá, fica localizada à margem da antiga Rodovia BR-232, no município de Vitória de Santo Antão-PE, e tem como limite os bairros de Pirituba e Maués. Possui em seu território uma parte rural, tendo como ponto de referência a empresa Engarrafamento Pitú. Avaliar a existência ou não de diferenças na prevalência de doenças e comportamentais frente a situações de saúde diante de uma maior ou menor presença de equipes de saúde da família. Reconhecimento e levantamento do território, junto com a Equipe de Saúde da Família (ESF), sobre a delimitação das áreas coberta e descoberta da comunidade, com aplicação de questionários, e subsequente análise estatística descritiva e inferencial que subsidiaram a avaliação, comparação e análise de associação de aspectos diversos entre estas áreas. Aplicouse o teste Qui-quadrado de associação para avaliar tabelas cruzadas entre as doenças auto referidas passadas e atuais mais frequentes tais como hipertensão, diabetes e dengue, em relação aos hábitos de fumar, beber e prática de atividade física, bem como aspectos como o sexo e a escolaridade. Diferentes meios de comunicação impactaram na prevalência de dengue como doença auto referida no passado. A mesma análise supracitada foi aplicada, substituindo as doenças pelo fato da áre ser coberta ou descoberta, e constatou-se que a cobertura não influenciou na prevalência de Hipertensão e de Dengue como doenças auto referidas no momento da coleta. Dentre os meios de comunicação mais utilizados, a televisão foi citada por 70% dos domicílios (p<0,05). A maioria dos entrevistados procura a farmácia quando necessitam de medicamentos, mas não houve diferença no local de procura de medicamentos entre as áreas. A maioria procura o hospital em caso de adoecimento. Mesmo que a área tenha cobertura da ESF, a assistência em saúde parece se mostrar insuficiente. O acesso à informação é fator primordial para possibilitar a promoção da saúde. Com isso, acredita-se que o meio de comunicação mais utilizado possa interferir, de alguma forma, na saúde da população. Moradores de ambas as áreas deste estudo não tomam a ESF como principal referência para ter acesso seguro a medicamentos e atendimento em caso de adoecimento, quando necessitam. Este resultado, além de explicar a superlotação do hospital de cidade, demonstra uma falha no vínculo dos usuários à ESF.

Keywords:
Cobertura; Doenças crônicas não transmissíveis; Eficácia; Estratégia de saúde da família

Click to download Free PDF