Article of International Journal of Parasitic Diseases 

TRACOMA: FASES CLÍNICAS E FORMAS DE DIAGNÓSTICOS

Silva, J.N.¹, Silva, T.C.F², Alves, F.A.P³, Souto, R.Q4
1,2 Estudantes do Curso de Enfermagem - UFPE; 3,4, Docentes do Departamento de Enfermagem – UFPE

Abstract:
A doença negligenciada é aquela pouco estudada ou mesmo que não está na agenda de pesquisa e desenvolvimento das grandes indústrias farmacêuticas. Segundo Organização Mundial da Saúde (OMS) é o conjunto de doenças causadas por agentes infecciosos ou parasitários, endêmicas em populações pobres. Uma delas é o tracoma, provocado pela bactéria Chlamydia trachomatis que causa ceratoconjuntivite recidivante produzindo cicatrizes na conjuntiva palpebral superior, podendo levar à formação de entrópio (pálpebra com a margem virada para dentro do olho) e triquíase (cílios invertidos tocando o olho). È importante o profissional de saúde identificar precocemente o tracoma, detectando as primeiras fases clínicas da doença através de diagnóstico de qualidade, evitando a fase mais grave que é a cegueira. Descrever as fases clínicas e a forma de diagnóstico de tracoma. Revisão integrativa. Utilizou-se a seguinte pergunta norteadora “Quais as fases clínicas de tracoma e as formas de diagnóstico? ” A busca foi realizada em outubro de 2016 nas bases de dados MEDLINE, LILACS e CINAHL, totalizando cinco artigos. Foram incluídos artigos nos idiomas inglês, espanhol e português, publicados de 2012 a 2016 e excluídos artigos de revisão, resenhas críticas, e artigos que não respondessem à pergunta norteadora. As fases clínicas são a inflamatória e a sequelar. A primeira inclui o tracoma inflamatório folicular (cinco ou mais folículos na conjuntiva tarsal superior com meio milímetro de diâmentro) e o tracoma inflamatório intenso (grande espessamento inflamatório da conjuntiva da pálpebra superior e conjuntiva tarsal vermelha, áspera com vários folículos). Já a segunda fase abrange tracoma cicatricial (cicatrizes na conjuntiva da pálpebra superior brilhante e fibrosa); Triquíase tracomatosa (cílios atrita o globo ocular, cílios invertidos ou cílios removidos) e opacificação corneana (opacidade da cónea facilmente visível sobre a pupila diminui acuidade visual). O diagnóstico clínico é soberano, desta maneira é preciso obter informações dos sintomas apresentados pelo doente e observar com auxílio da lupa binocular e iluminação adequada as pálpebras, cílios, conjuntivas e córneas. Diagnóstico laboratorial usa raspado conjuntival da pálpebra superior e detecta a Chlamydia trachomatis e também Imunofluorescência direta para Chlamydia trachomatis. Para evitar a fase sequelar da doença, que pode inclusive levar a cegueira total, é necessário identificar as fases iniciais do tracoma de maneira precoce, utilizando diagnóstico clínico, diagnóstico laboratorial e/ou diagnóstico de imunofluorescência direta. Para tal é importante o enfermeiro ter conhecimento das diversas formas de apresentação desta patologia que infelizmente ainda é negligenciada, com isso poderá diminuí-la ou mesmo erradicá-la.

Keywords:
Doença negligenciada; Saúde pública; Tracoma

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