Article of International Journal of Biological and Life Sciences 

FATORES ASSOCIADOS À LETALIDADE DO TÉTANO ACIDENTAL

Andrade I. K. L.; Beltrão R. A.²; Pinho C. M.³; Quirino E. M. B.4; Araújo A. C. M.5; Andrade M. S.6
1Estudante do Curso de Graduação da Faculdade de Enfermagem Nossa Senhora das Graças (FENSG/UPE); 2,3Mestranda em Enfermagem pelo Programa Associado de Pós-Graduação UPE/UEPB. 4Pós-Graduanda em Infectologia pelo Programa de Residência em Enfermagem HUOC/UPE. 5Doutoranda em Enfermagem pelo Programa Associado de Pós-Graduação UPE/UEPB. 6Docente na Faculdade de Enfermagem Nossa Senhora das Graças – FENSG/UPE.

Abstract:
O tétano acidental possui distribuição mundial, curso potencialmente grave e alta letalidade. O número de casos que evoluem para o óbito pode ser reduzido em locais onde há a adoção de cuidados intensivos em unidade especializada. Identificar fatores associados ao óbito em pacientes acometidos pelo tétano acidental. Estudo transversal, analítico. A base de informações foi composta por dados secundários do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan) de Pernambuco no período de 2007 a 2015, e com grupos internos de comparação. Para análise dos dados foi utilizado o teste Qui-Quadrado de Pearson e estimada a Odds Ratio com seus respectivos intervalos de confiança ao nível de 95 %. Na análise multivariada foi aplicada a regressão logística múltipla. A média da letalidade foi de 20,4 %, com um pico em 2015 (40 %). Na análise bivariada, observou-se que pacientes maiores de 60 anos (p=0,028), do sexo feminino (p=0,018), tiveram uma maior chance de ir a óbito. Como Proxy de gravidade, os pacientes tratados com imunoglobulina apresentaram maior chance de ir a óbito quando comparado aos pacientes com outros esquemas terapêuticos/profiláticos, assim como não ter feito nenhuma profilaxia teve maior chance do paciente ir a óbito. Entre os sintomas apresentados, no momento da internação, a rigidez de nuca (p=0,024) foi a única condição sintomática associada ao risco de óbito. Na análise multivariada foi associado a maior letalidade o sexo feminino (p=0,051) e ter rigidez de nuca como sintoma (p=0,029). Apesar da garantia de hospitalização com cuidados adequados, houve aumento da letalidade do tétano, o que sugere que estudos mais específicos devem ser desenvolvidos para investigar o que pode estar influenciando esta mudança. Atenção especial deve ser oferecida aos casos do sexo feminino e aos que apresentem rigidez de nuca como sintoma, pois estes grupos apresentam uma maior chance de evoluir para o óbito.

Keywords:
Estudos Epidemiológicos; Letalidade; Tétano

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