Article of Global Journal of Public Administration 

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO EM ÁREA COBERTA E NÃO COBERTA POR ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA (ESF)

Silva R.A1; Ferreira B.F.A2; Cavalcanti R.P.³; Santos C.R.³; Leite A.F.B3, Fraga S.N3
¹,²Estudante do Curso de Bacharelado em Saúde Coletiva – UFPE, ³Docente/Pesquisador do Núcleo de Saúde Coletiva – UFPE

Abstract:
A frequência de adoecimento afeta, sobretudo, pessoas de baixa renda (população com renda domiciliar mensal per capita de até meio salário mínimo) e, quando comparadas com a população de renda superior, estão mais expostas aos fatores de riscos biológicos, sociais, econômicos e ambientais. Soma-se a esses fatores o menor acesso ao serviço básico de saúde. Descrever o perfil epidemiológico em área coberta e não coberta por ESF. Foi estudada a população coberta pela ESF e descoberta (área do entorno) do bairro Caiçara, situado no município de Vitória de Santo Antão-PE, no ano de 2015. O estudo foi composto por 200 domicílios (amostra aleatória simples). O tamanho amostral baseou-se exclusivamente considerando o erro máximo admissível de 3 % e um nível de significância de 5 %. Os dados foram coletados em domicílio por 4 entrevistadores, devidamente calibrados. Foi utilizado um formulário semi-estruturado, construído com base na ficha do e-SUS, e procedida a seguinte pergunta, dentre outras: qual doença você e os residentes em sua casa têm ou tiveram? Na sequência, foi apresentada ao entrevistado uma lista de 20 eventos, para facilitar a identificação da ocorrência de doenças. Os resultados foram obtidos por meio de distribuição de frequências. A ESF do Caiçara é composta por 01 médico, 01 Enfermeira, 01 Técnica de Enfermagem, 06 Agentes Comunitários de Saúde, 01 Dentista e 01 Auxiliar em Saúde Bucal. As famílias estão divididas em oito microáreas, sendo seis cobertas somando 1.034 famílias cadastradas, e duas descobertas, abrangendo 174 famílias. Foram entrevistadas 100 pessoas na área coberta e 100 na área descoberta. Não houve recusa à participação na pesquisa. A partir dos entrevistados, e incluindo estes, chegou-se a 714 casos, sendo 2 gestações e doenças assim distribuídas em a) perfil de doença atual em área coberta/não coberta, respectivamente: alcoolismo (5/2), doença de chagas (0/0), deficiência (6/2), diabetes (17/13), dengue (13/43), epilepsia (3/0), hipertensão arterial (59/31), tuberculose (0/0), esquistossomose (0/0), hanseníase (0/0), malária (0/0), verminose (0/1), micose superficial/pele (0/2), desnutrição (0/0), angina (1/3), sobrepeso/obesidade (2/0), diarreia (0/2), infecções sexualmente transmissíveis (0/0) e outra (69/76); e b) perfil de doença pregressa em área coberta / não coberta, respectivamente: alcoolismo (0/1), doença de chagas (0/0), diabetes (5/0), dengue (121/150), epilepsia (1/0), tuberculose (1/0), esquistossomose (1/0), hanseníase (0/0), malária (0/0), verminose (3/10), micose superficial/pele (0/0), desnutrição (0/0), angina (1/0), sobrepeso/obesidade (0/0), diarreia (9/23), infecções sexualmente transmissíveis (0/0) e outra (20/21). Não houve casos relatados sobre deficiência e hipertensão arterial como doença pregressa. A doença atual prevalente na área coberta foi a hipertensão arterial (33,5 %) e na área não coberta, a dengue (24,4 %). E a doença pregressa prevalente em ambas as áreas foi a dengue, sendo 74,7 % na área coberta e 73,2 % na área não coberta.

Keywords:
Área coberta e descoberta; Doenças crônicas não-transmissíveis; Estratégia de saúde da família; Perfil epidemiológico

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