Article of American Journal of Scientific Research and Reviews 

CAUSAS DA NÃO MIDIATIZAÇÃO DAS DOENÇAS NEGLIGENCIADAS

Silva M.G.M.S1; Ferreira A.G¹; Barbosa L.M.S¹; Silva T.G¹; Canto V.B.¹; Maia C.S².
1Estudante do Curso de Enfermagem –UFPE; ²Doutora em Biociência Animal. Professora Adjunta do Departamento de Histologia e Embriologia da Universidade Federal de Pernambuco.

Abstract:
Em plena sociedade contemporânea é notório o papel influenciador que a mídia acaba exercendo sobre a vida das pessoas, o modo como estas interpretam e percebem o mundo a sua volta. Isso fica evidente ao considerar o poder que a mídia possui de pautar o que é relevante, o que deve ser noticiado, fazendo com que determinados acontecimentos se “percam”, não sejam evidenciados. No que se refere à midiatização da saúde nota-se que a política de medicamentos e a economia da saúde se sobrepõem à relevância epidemiológica, resultando dessa forma nas chamadas doenças negligenciadas pela mídia, como: esquistossomose, dengue e leishmaniose. Identificar quais as doenças que são negligenciadas pela mídia e os fatores que corroboram para a falta de interesse da mesma. Realizou-se uma revisão bibliográfica da literatura nas bases de dados BIREME e na biblioteca virtual SCIELO, utilizando-se os descritores: “Doenças Negligenciadas”; “Mídia”; “Comunicação em Saúde”. Como critérios de inclusão foram estabelecidos artigos publicados de 2013 a 2016, nos idiomas português e inglês, que relacionam a mídia com as doenças negligenciadas numa falta de comunicação em saúde. A pesquisa resultou em 1.101 artigos, dos quais 113 foram separados por apresentarem alguma relação com o tema, porém, apenas oito atendiam os critérios de inclusão. Foi constatado que existe um grande número de doenças negligenciadas tanto pelo governo como pela mídia. No que se refere a esta última, os principais fatores relacionados para a pouca importância são: doenças que apresentam baixa repercussão, na qual a mídia se baseia na relação de quanto maior a severidade (capacidade de morbimortalidade) da doença maior sua cobertura; falta de conhecimento e interesse dos jornalistas quanto ao conteúdo; relação das doenças negligenciadas com a pobreza e falta de incentivo na indústria farmacêutica. Percebe-se que a mídia está sujeita a ordens que a definem e controlam o seu posicionamento quanto ao que realmente pode ser divulgado. A mídia não auxilia na divulgação da existência e reais impactos para saúde das doenças negligenciadas, não enaltece a importância de investimentos em pesquisas e medicamentos, como também não incentiva participação social. No entanto, em virtude de um importante meio de comunicação, é necessário investimentos e cobrança por parte das autoridades competentes, tendo em vista que a prevenção bem divulgada poderia reduzir o número de óbitos e gastos com pacientes que necessitam de tratamentos.

Keywords:
Comunicação em Saúde; Doenças Negligenciadas; Mídia

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