Article of American Journal of Oral Health and Dentistry 

AS CONSEQUÊNCIAS DA RESPIRAÇÃO BUCAL NO DESENVOLVIMENTO CRANIOFACIAL

Silva T.S.G1; Oliveira D.M.A2, Monteiro G.P³, Lima L.F.A4, Asfora R.L5, Maia C. S.6
1,2,3,4,5Estudante do Curso de Odontologia – UFPE; 6Docente/Pesquisador do Departamento de Histologia e Embriologia/UFPE.

Abstract:
A respiração oral pode levar a inúmeras e variadas alterações na cavidade oral, na face e no organismo em geral. A maioria dos autores concorda que tal condição clínica pode dar origem a alterações dentomaxilares. O crescimento facial está intimamente associado à atividade funcional, representada por diferentes componentes da área da cabeça e pescoço. A criança que apresenta respiração bucal crônica desenvolve em sua fase de crescimento várias alterações morfológicas, levando ao desenvolvimento desfavorável do complexo dentofacial. Identificar a relação entre o mau desenvolvimento craniofacial com a respiração bucal e a relação entre a máoclusão dentária com a postura de cabeça e coluna cervical em crianças com respiração bucal. Realizou-se uma pesquisa bibliográfica da literatura nas bases de dados LILACS e SCIELO na Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando-se os descritores: “Respiração bucal e doenças bucais”; “Oclusão dentária e postura de cabeça”. Como critérios de inclusão foram estabelecidos artigos publicados no idioma português, que relacionam a respiração bucal com o desenvolvimento craniofacial e a má-oclusão dentária com a postura de cabeça e coluna cervical em crianças com respiração bucal. Crianças respiradoras bucais apresentaram rotação horária da mandíbula (para baixo e para trás), estimulando maior crescimento vertical da região anterior da face em relação à posterior (maior altura facial anterior inferior e menor altura posterior). Isso acontece quando o espaço aéreo da nasofaringe e orofaringe está reduzido, nesse caso são produzidas respostas posturais exageradas nos respiradores buconasais podendo ser prejudiciais ao desenvolvimento dentofacial que pode levar a uma série de alterações no esqueleto facial, bem como o desenvolvimento de má-oclusões. Analisando as más-oclusões verificou-se que independentemente da faixa etária e do tipo de má-oclusão dentária, a postura da cabeça em protrusão foi predominante neste estudo, evidenciando, assim, que as alterações respiratórias modificam o comportamento do sistema estomatognático, interferindo até na posição da cabeça, visto que o indivíduo procura adotar uma postura que facilite a respiração, gerando consequências para coluna toda. As crianças respiradoras bucais tendem a apresentar maior inclinação mandibular caracterizada pela maior altura facial anterior inferior e menor altura posterior em suas faces, evidenciando assim, a influência da função respiratória no mau desenvolvimento craniofacial. Já na relação entre oclusão dentária e postura de cabeça e coluna cervical, identificou-se que a posição de protrusão da cabeça é predominante no respirador oral, sem depender do tipo de má-oclusão dentária.

Keywords:
Desenvolvimento craniofacial; Oclusão dentária; Respiração bucal.

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