International Journal of Disease Control and Prevention

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International Journal of Disease Control and Prevention (ISSN:2641-3329) is an open access journal publishing research articles, review articles, editorials and letters to the editor.

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EXPERIÊNCIAS DE UM GRUPO DE APOIO PARA O AUTOCUIDADO EM HANSENÍASE DE UMA UNIDADE DE REFERÊNCIA DO MUNICÍPIO DE RECIFE

Martins T.L1; Andrade J.L.S.2, Silva J.M3, Oliveira J.D.C.P4, Nascimento R.D5, Santos D.C.M6
A Hanseníase é uma doença que pode ocasionar deformidades e incapacidades físicas irreversíveis, gerando um impacto físico, psíquico e sociocultural. Por isso é fundamental a organização e formação de Grupos de Autocuidados (GACs) para humanização do cuidado e da integração entre a rede de saúde e os usuários. Os GACs visam a prevenção dos avanços de incapacidades já instaladas e de futuras incapacidades e deformidades. Eles visam ainda, a estimulação da formação da consciência de riscos para a integridade física, a própria mudança de atitudes para a realização do autocuidado, a troca de experiências entre participantes e o fortalecimento da autonomia biopsicossocial, melhorando assim a qualidade de vida dos participantes. Nesse contexto, a Universidade de Pernambuco (UPE), por meio da extensão universitária, vem atuando em parceria com o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (MORHAN), a Netherlands Hanseniasis Relief (NHR) e a Prefeitura da Cidade do Recife (PCR) na implantação de grupos de autocuidado em hanseníase. Relatar o processo de implantação de um grupo de autocuidado em Hanseníase em uma Policlínica de Recife-PE. Trata-se de um relato de experiência vivenciado por discentes da UPE/extensionistas do Grupo de Pesquisa e Extensão sobre Cuidado, Práticas Sociais e Direito à Saúde das Populações Vulneráveis (GRUPEV). A coordenação do grupo da policlínica, foi sensibilizada e capacitada em março de 2016. Após a implementação do GAC na policlínica, as reuniões aconteceram mensalmente com temas acerca da hanseníase e sobre a prevenção de incapacidades propriamente dita: autocuidado com as mãos, com a face e com os pés. Foram elaborados pelos extensionistas do GRUPEV três fôlderes cada um sobre um tipo de autocuidado, face, mãos e pés, trazendo a descrição e ilustração dos principais exercícios do Manual do Ministério da Saúde, Autocuidado em Hanseníase: Face, Mãos e Pés. Os extensionistas do GRUPEV atuam nos GACs com a função de monitoramento, aplicando as escalas: Screening of Activity Limitation and Safety Awareness (SALSA) que mede a limitação de atividades e consciência de risco, Participação Social que mede a restrição de participação social e a World Health Organization Quality of Life (WHOQOL-bref) para avaliar a qualidade de vida. Até o presente momento foram realizadas três reuniões, contando com a participação média de 8 pacientes, onde houve aplicação das escalas em 6 participantes do GAC. Diante do exposto, percebe-se a necessidade das ações educativas através dos GACs, devido a aquisição de conhecimento sobre práticas de autocuidado e consequentemente a diminuição de incapacidades e melhora da qualidade de vida dos participantes envolvidos. Sendo assim, o envolvimento dos acadêmicos em ações como esta de inserção no cenário de prática, viabilizam a extensão como um projeto impulsionador para a formação do caráter humanizado e integralizado de atendimento.

PANORAMA DO TRACOMA NO ESTADO DE PERNAMBUCO

Silva T.C.F1, Silva J.N2, Alves F.A.P3, Souto R.Q4
O tracoma é uma ceratoconjuntivite bacteriana crônica causada pela Chlamydia trachomatis, sendo a principal causa de cegueira prevenível. Atinge principalmente populações sob risco social, com baixas condições de vida. A presença de crianças com formas de infecção ativa, constitui fonte de infecção e possibilita a manutenção da cadeia de transmissão do tracoma. Como estratégias para o controle, a Organização Mundial da Saúde recomenda tratamento com antibióticos, educação em saúde e ampliação de acesso a água e saneamento. A falta de informação sobre a doença é uma realidade mundial, uma vez que essas estão disponíveis, em apenas 22 países dos 56 classificados como endêmicos. Analisar o panorama do tracoma no estado de Pernambuco, com base em dados de inquéritos de 2006 e 2012. Estudo ecológico descritivo, utilizaram-se dados secundários coletados a partir do inquérito nacional escolar do tracoma, realizada pelo Ministério da Saúde em 2006 e do inquérito conduzido pelo Programa SANAR nos anos de 2011/2012. No inquérito nacional escolar do tracoma, observa-se que dos 79 municípios investigados, a maioria estariam em situação de risco para o tracoma, e, portanto, necessitando de intervenções que busquem a diminuição das prevalências. Desse inquérito, foram escolhidos 22 municípios considerados prioritários para o controle da doença pelo programa SANAR em 2011 e 2012, no entanto, ao analisar os intervalos de confiança para as prevalências desses 79 municípios, observa-se que outros 43 apresentavam probabilidade de ter prevalência maior que 5 % e não foram incluídos como prioritários. A não inclusão destes na agenda de ações para o enfrentamento do tracoma pode estar contribuindo para a manutenção de transmissão da doença no estado. Quanto a ocorrência de tracoma, verifica-se associações significativas entre sexo e turma, apresentando maiores chances para o tracoma: escolares do sexo feminino (38 %), alunos que estudam no ensino fundamental 1 (97 %) e pré-escolar (70 %). Considerando as diferentes características das zonas rural e urbana dos municípios avaliados, em relação as prevalências de tracoma, apenas em 5 municípios dos 22 avaliados foram encontradas diferenças estatisticamente significantes entre essas duas áreas. São necessárias investigações de base populacional acerca do tracoma a fim de eleger, com bases técnicas adequadas, municípios a serem incluídos numa agenda de prioridades, para que assim se conheça a real situação da doença. Além disso, as ações das estratégias preconizadas por si só não irão eliminar a doença se as condições de vida e práticas de saúde não melhorarem.

ESTRATÉGIA DE CONTROLE DA DENGUE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE

Silva T. C. F¹, Silva J. N2, Silva M. G. F3, Alves F. A. P4, Souto R. Q5
O controle da dengue, uma arbovirose transmitida pelo Aedes aegypti, tem constituído um importante desafio especialmente nos países em desenvolvimento. Mesmo sendo uma doença antiga, ainda há limitações para reduzir a taxa de infestação do seu vetor e suas consequências, isto se deve ao fato de que a doença tem influência multifatorial, envolvendo aspectos como clima, infraestrutura, coberturas na coleta de lixo e educação em saúde. A atenção primária à saúde é a porta de entrada dos serviços de saúde, responsável pela identificação dos casos, coordenação do cuidado e pela realização do primeiro atendimento da maioria dos casos da doença. Sintetizar o conhecimento produzido em artigos científicos sobre estratégias para o controle da dengue realizadas na atenção primária à saúde. Trata-se de uma revisão da literatura realizada em setembro de 2016, nas bases de dados CINAHL, LILACS E MEDLINE. Foram incluídos artigos disponíveis na íntegra nos idiomas inglês, português e espanhol, publicados entre 2013 e 2016. Artigos de revisão, editoriais e artigos que não responderam à questão de pesquisa foram excluídos. Sete artigos constituíram a amostra do estudo. As estratégias encontradas foram: Elaboração de planos de ação local, onde profissionais de saúde são qualificados para elabora-los conforme as características da comunidade onde atuam. Sensibilização da equipe de enfermagem quanto ao atendimento dos sinais vitais, sinais de alarme e hidratação e a realização do exame da prova do laço. Capacitação de agentes comunitários de saúde e de endemias para poderem identificar possíveis pacientes com suspeita de dengue, além de realizar o controle mecânico e químico do vetor, com ações centradas em detectar e destinar adequadamente reservatórios naturais ou artificias de água que possam servir de depósito para os ovos do Aedes. Também foram encontradas ações de caráter educativo, voltadas a alterar o comportamento dos cidadãos com relação ao controle do vetor, como palestras junto às escolas. Apesar dos desafios do controle da dengue, foram encontradas na literatura, estratégias para seu manejo, devendo ser aplicadas de forma contínua durante todo o ano e não só em épocas de maior incidência. Além disso, torna-se importante a adoção de estratégias específicas, com maiores investimentos em métodos adequados.

MITOS E VERDADES SOBRE LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO: ORIENTANDO PACIENTES E FAMILIARES

Santos E.M1, Paulino R.O2, Valença J.S2, Filho J.J.A2, Silva T.C.L3,4
Lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença autoimune causada pela a produção de anticorpos que atacam o próprio sistema imunológico do organismo humano. Essa condição é evidenciada pela remitência crônica de sintomas e com características bem presentes, tais como: lesões cutâneas, articulares, problemas renais, entre outras manifestações. Além do processo patológico em si, é observado à ausência de informações essenciais para o conhecimento da condição, com isso, alguns mitos e verdades precisam ser esclarecidas. Desmitificar mitos e verdades sobre o Lúpus Eritematoso Sistêmico, a fim de esclarecer dúvidas acerca da condição crônica. Propõe-se abordar algumas verdades e mentiras sobre o lúpus, no sentido de esclarecer as pessoas interessadas. Utilizou-se como parâmetros a pesquisa em livros e cartilhas de reumatologia e patologia após contestações e curiosidades de acadêmicos de enfermagem. A partir das principais dúvidas abordadas (Estrese emocional causa o lúpus? Quem tem LES tem mais chance de ter uma infecção? O lúpus tem cura? O lúpus pode causar trombose? Outras doenças podem ter os mesmos sintomas de LES? Quem tem LES tem mais problemas de coração ou de câncer? Quando o tempo está nublado, também é necessário proteger-se com fotoprotetor?). Foi observado em literatura que lúpus é uma condição de saúde que não possui cura, acomete, principalmente com infecções, pessoas que fazem o uso de corticoides e imunossupressores. Seus sintomas podem ser confundidos com outras doenças tais como: rubéola, hanseníase e outras patologias autoimunes, por isso, muitos portadores precisam conviver com os sintomas, inclusive com fotossensibilidade, portanto, mesmo que haja excepcionais quantidades de raios solares é necessário o uso do fotoprotetor. Além dessa situação, é importante esclarecer que o estresse pode desencadear sintomas do LES ou reativar sintomas. Os portadores de LES têm mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares e neoplasias, decorrente das condições clinica da patologia. São de estrema importância alguns esclarecimentos sobre algumas indagações de pacientes e familiares que apresentam dúvidas frequentes sobre a LES. Esse conhecimento permitirá que a vivencia pessoal não se limite a dúvidas empíricas.
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HANSENIASIS IN PRIMARY ATTENTION, CHALLENGES AND SOLUTIONS

Jales, R.D1 Oliveira K.S.M2 Nunes C.E.M3 Guerra, I.F.A.C4 Azevedo T.E.S.S5 Carvalho, F.P.B6
From 600 a.C. I had leprosy reports what is now called Hansen's disease, infectious disease, considered a public health problem caused by Mycobacterium leprae, which reaches the cells of Schwann. Primary care is considered a form of reorientation of health care and consequently an important resource in reducing cases of leprosy. To investigate the national literature the main points addressed in the studies of the past 4 years on leprosy in primary care. Was selected as the method integrative literature review. He had the main question: what has been discussed in Brazilian literature about the disease in primary care in the last 4 years? To obtain the sample were crossed descriptors: leprosy, knowledge and primary care, with the Boolean AND operator. After the reading of selected articles was identified two categories: "epidemiological characteristics and factors contributing to the prevalence of leprosy" and "stigma caused by leprosy and possible solutions to eliminate it." It is necessary that health professionals to return attention to this disease, because the performance of the same in health promotion, prevention and treatment of disease, is an important factor in reducing the incidence rate.

PANORAMA DO TRACOMA NO ESTADO DE PERNAMBUCO

Silva T.C.F1, Silva J.N2, Alves F.A.P3, Souto R.Q4
O tracoma é uma ceratoconjuntivite bacteriana crônica causada pela Chlamydia trachomatis, sendo a principal causa de cegueira prevenível. Atinge principalmente populações sob risco social, com baixas condições de vida. A presença de crianças com formas de infecção ativa, constitui fonte de infecção e possibilita a manutenção da cadeia de transmissão do tracoma. Como estratégias para o controle, a Organização Mundial da Saúde recomenda tratamento com antibióticos, educação em saúde e ampliação de acesso a água e saneamento. A falta de informação sobre a doença é uma realidade mundial, uma vez que essas estão disponíveis, em apenas 22 países dos 56 classificados como endêmicos. Analisar o panorama do tracoma no estado de Pernambuco, com base em dados de inquéritos de 2006 e 2012. Estudo ecológico descritivo, utilizaram-se dados secundários coletados a partir do inquérito nacional escolar do tracoma, realizada pelo Ministério da Saúde em 2006 e do inquérito conduzido pelo Programa SANAR nos anos de 2011/2012. No inquérito nacional escolar do tracoma, observa-se que dos 79 municípios investigados, a maioria estariam em situação de risco para o tracoma, e, portanto, necessitando de intervenções que busquem a diminuição das prevalências. Desse inquérito, foram escolhidos 22 municípios considerados prioritários para o controle da doença pelo programa SANAR em 2011 e 2012, no entanto, ao analisar os intervalos de confiança para as prevalências desses 79 municípios, observa-se que outros 43 apresentavam probabilidade de ter prevalência maior que 5 % e não foram incluídos como prioritários. A não inclusão destes na agenda de ações para o enfrentamento do tracoma pode estar contribuindo para a manutenção de transmissão da doença no estado. Quanto a ocorrência de tracoma, verifica-se associações significativas entre sexo e turma, apresentando maiores chances para o tracoma: escolares do sexo feminino (38 %), alunos que estudam no ensino fundamental 1 (97 %) e pré-escolar (70 %). Considerando as diferentes características das zonas rural e urbana dos municípios avaliados, em relação as prevalências de tracoma, apenas em 5 municípios dos 22 avaliados foram encontradas diferenças estatisticamente significantes entre essas duas áreas. São necessárias investigações de base populacional acerca do tracoma a fim de eleger, com bases técnicas adequadas, municípios a serem incluídos numa agenda de prioridades, para que assim se conheça a real situação da doença. Além disso, as ações das estratégias preconizadas por si só não irão eliminar a doença se as condições de vida e práticas de saúde não melhorarem.

TUBERCULOSE NA TERCEIRA IDADE: CONHECER PARA PREVENIR

Silva V.P1; Morais C.R.S2; Moreno F.S.A3; Santos I.I4; Melo J.D5; Costa S.L6
Sendo a tuberculose um grave problema de Saúde Pública no Brasil e no mundo, é a segunda maior causa de morte por doença infecciosa, superada apenas pelas mortes associadas ao vírus da imunodeficiência humana (HIV). Esse fato é um ponto importante para a elaboração de ações que visem reduzir os indicadores da incidência da doença. Assunto este, pertinente e perceptível nos diálogos das rodas de conversas e oficinas, promovidas pela instituição de nível superior, que instigou os estudantes da graduação a discutir o assunto com o público da terceira idade, visando uma troca de conhecimentos, visto que, esse público favorece a troca de conhecimento que enriquece o saber, por meio da abordagem dinâmica e criativa, objetivando reduzir a incidência da doença. Realizar intervenção de educação em saúde com idosos, como medida de prevenção e promoção á saúde, para o controle de novos casos de tuberculose na terceira idade. A metodologia trabalhada de forma integradora e lúdica, por meio de palestra e discussão de grupo, objetivando disseminar o conhecimento a cerca da doença. A intervenção ocorreu em 28-052016, ao lado da igreja do Mosteiro de Santa Clara, situado a Rua Heroninda Cavalcante Dantas – Dom Jaime Câmara, Mossoró – RN, participaram idosos do bairro na roda de conversa, discutiu-se o tema proposto explorando as experiências de vida dos envolvidos. O referencial teórico foi pesquisado na Biblioteca Virtual de Saúde - BVS com as palavras-chaves, de forma combinada: Tuberculose, educação e saúde, idoso. Sendo a tuberculose a segunda maior causa de morte por doença infecciosa, dentre os fatores de risco que levam a evolução para doença ativa está à idade (idosos). À medida que a sociedade envelhece, os problemas de saúde dos idosos desafiam os modelos tradicionais de cuidado. Contudo, motivados pela busca do aprendizado e acreditando que as medidas educativas são um meio pelo qual se podem adentrar no universo desconhecido por essa população, as rodas de conversa estabelecem troca de conhecimento que os fazem sentir mais seguros e autônomos. Espera-se que as informações expostas sejam multiplicadas nos ambientes familiares e outros espaços de socialização dos quais os idosos participam. Diante do que foi vivido e abordado, percebeu-se a importância de relatar sobre a tuberculose na população idosa. Observou-se nas literaturas que, ainda se tem muito a pesquisar e direcionar melhor que caminho os evolvidos devem percorrer.

EXPERIÊNCIAS DE UM GRUPO DE APOIO PARA O AUTOCUIDADO EM HANSENÍASE DE UMA UNIDADE DE REFERÊNCIA DO MUNICÍPIO DE RECIFE

Martins T.L1; Andrade J.L.S.2, Silva J.M3, Oliveira J.D.C.P4, Nascimento R.D5, Santos D.C.M6
A Hanseníase é uma doença que pode ocasionar deformidades e incapacidades físicas irreversíveis, gerando um impacto físico, psíquico e sociocultural. Por isso é fundamental a organização e formação de Grupos de Autocuidados (GACs) para humanização do cuidado e da integração entre a rede de saúde e os usuários. Os GACs visam a prevenção dos avanços de incapacidades já instaladas e de futuras incapacidades e deformidades. Eles visam ainda, a estimulação da formação da consciência de riscos para a integridade física, a própria mudança de atitudes para a realização do autocuidado, a troca de experiências entre participantes e o fortalecimento da autonomia biopsicossocial, melhorando assim a qualidade de vida dos participantes. Nesse contexto, a Universidade de Pernambuco (UPE), por meio da extensão universitária, vem atuando em parceria com o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (MORHAN), a Netherlands Hanseniasis Relief (NHR) e a Prefeitura da Cidade do Recife (PCR) na implantação de grupos de autocuidado em hanseníase. Relatar o processo de implantação de um grupo de autocuidado em Hanseníase em uma Policlínica de Recife-PE. Trata-se de um relato de experiência vivenciado por discentes da UPE/extensionistas do Grupo de Pesquisa e Extensão sobre Cuidado, Práticas Sociais e Direito à Saúde das Populações Vulneráveis (GRUPEV). A coordenação do grupo da policlínica, foi sensibilizada e capacitada em março de 2016. Após a implementação do GAC na policlínica, as reuniões aconteceram mensalmente com temas acerca da hanseníase e sobre a prevenção de incapacidades propriamente dita: autocuidado com as mãos, com a face e com os pés. Foram elaborados pelos extensionistas do GRUPEV três fôlderes cada um sobre um tipo de autocuidado, face, mãos e pés, trazendo a descrição e ilustração dos principais exercícios do Manual do Ministério da Saúde, Autocuidado em Hanseníase: Face, Mãos e Pés. Os extensionistas do GRUPEV atuam nos GACs com a função de monitoramento, aplicando as escalas: Screening of Activity Limitation and Safety Awareness (SALSA) que mede a limitação de atividades e consciência de risco, Participação Social que mede a restrição de participação social e a World Health Organization Quality of Life (WHOQOL-bref) para avaliar a qualidade de vida. Até o presente momento foram realizadas três reuniões, contando com a participação média de 8 pacientes, onde houve aplicação das escalas em 6 participantes do GAC. Diante do exposto, percebe-se a necessidade das ações educativas através dos GACs, devido a aquisição de conhecimento sobre práticas de autocuidado e consequentemente a diminuição de incapacidades e melhora da qualidade de vida dos participantes envolvidos. Sendo assim, o envolvimento dos acadêmicos em ações como esta de inserção no cenário de prática, viabilizam a extensão como um projeto impulsionador para a formação do caráter humanizado e integralizado de atendimento.
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