American Journal of Oral Health and Dentistry

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Global Journal of Public Administration (ISSN:2688-4100) is an open access journal publishing research articles, review articles, editorials and letters to the editor.

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PERFIL EPIDEMIOLÓGICO EM ÁREA COBERTA E NÃO COBERTA POR ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA (ESF)

Silva R.A1; Ferreira B.F.A2; Cavalcanti R.P.³; Santos C.R.³; Leite A.F.B3, Fraga S.N3
A frequência de adoecimento afeta, sobretudo, pessoas de baixa renda (população com renda domiciliar mensal per capita de até meio salário mínimo) e, quando comparadas com a população de renda superior, estão mais expostas aos fatores de riscos biológicos, sociais, econômicos e ambientais. Soma-se a esses fatores o menor acesso ao serviço básico de saúde. Descrever o perfil epidemiológico em área coberta e não coberta por ESF. Foi estudada a população coberta pela ESF e descoberta (área do entorno) do bairro Caiçara, situado no município de Vitória de Santo Antão-PE, no ano de 2015. O estudo foi composto por 200 domicílios (amostra aleatória simples). O tamanho amostral baseou-se exclusivamente considerando o erro máximo admissível de 3 % e um nível de significância de 5 %. Os dados foram coletados em domicílio por 4 entrevistadores, devidamente calibrados. Foi utilizado um formulário semi-estruturado, construído com base na ficha do e-SUS, e procedida a seguinte pergunta, dentre outras: qual doença você e os residentes em sua casa têm ou tiveram? Na sequência, foi apresentada ao entrevistado uma lista de 20 eventos, para facilitar a identificação da ocorrência de doenças. Os resultados foram obtidos por meio de distribuição de frequências. A ESF do Caiçara é composta por 01 médico, 01 Enfermeira, 01 Técnica de Enfermagem, 06 Agentes Comunitários de Saúde, 01 Dentista e 01 Auxiliar em Saúde Bucal. As famílias estão divididas em oito microáreas, sendo seis cobertas somando 1.034 famílias cadastradas, e duas descobertas, abrangendo 174 famílias. Foram entrevistadas 100 pessoas na área coberta e 100 na área descoberta. Não houve recusa à participação na pesquisa. A partir dos entrevistados, e incluindo estes, chegou-se a 714 casos, sendo 2 gestações e doenças assim distribuídas em a) perfil de doença atual em área coberta/não coberta, respectivamente: alcoolismo (5/2), doença de chagas (0/0), deficiência (6/2), diabetes (17/13), dengue (13/43), epilepsia (3/0), hipertensão arterial (59/31), tuberculose (0/0), esquistossomose (0/0), hanseníase (0/0), malária (0/0), verminose (0/1), micose superficial/pele (0/2), desnutrição (0/0), angina (1/3), sobrepeso/obesidade (2/0), diarreia (0/2), infecções sexualmente transmissíveis (0/0) e outra (69/76); e b) perfil de doença pregressa em área coberta / não coberta, respectivamente: alcoolismo (0/1), doença de chagas (0/0), diabetes (5/0), dengue (121/150), epilepsia (1/0), tuberculose (1/0), esquistossomose (1/0), hanseníase (0/0), malária (0/0), verminose (3/10), micose superficial/pele (0/0), desnutrição (0/0), angina (1/0), sobrepeso/obesidade (0/0), diarreia (9/23), infecções sexualmente transmissíveis (0/0) e outra (20/21). Não houve casos relatados sobre deficiência e hipertensão arterial como doença pregressa. A doença atual prevalente na área coberta foi a hipertensão arterial (33,5 %) e na área não coberta, a dengue (24,4 %). E a doença pregressa prevalente em ambas as áreas foi a dengue, sendo 74,7 % na área coberta e 73,2 % na área não coberta.

EVOLUÇÃO DO QUADRO EPIDEMIOLÓGICO DA DOENÇA DE CHAGAS NO BRASIL

Lima Y.C¹; Firmino M.G²; Costa E.S³; Café L.A4; Araújo L.O5; Maia C.S6
A doença de chagas (DC) foi classificada pela Organização Mundial da Saúde como uma enfermidade negligenciada, a qual se estabeleceu como uma das mais graves endemias brasileiras. No Brasil, com o incremento de políticas de combate ao inseto através dos inseticidas, o número de casos diminuiu drasticamente. Contudo, essa enfermidade mostra-se persistente através do aparecimento de surtos da doença no país. Demonstrar os avanços na erradicação e o novo perfil epidemiológico da doença de chagas. Realizou-se uma revisão de literatura na base de dados LILACS e na biblioteca virtual SciELO, utilizando os descritores: “doença de chagas” e “epidemiologia” e “prevenção e controle”. Foram utilizados como critérios de inclusão apenas os trabalhos produzidos nos anos de 2000 a 2016 e em português, já que a pesquisa tem por objetivo retratar o perfil epidemiológico brasileiro da doença de chagas. Com base nos critérios de inclusão que foram estabelecidos, dos artigos que foram localizados, somente 11 enquadraram-se nos objetivos principais desta revisão. Nos resultados estimou-se a prevalência da Doença de Chagas no Brasil, que variou de 4,2 % em 1980 a 2,4 % após os anos 2000, sendo as maiores prevalências verificadas em mulheres, residentes na região Nordeste e Sudeste. Constatou-se também que a forma mais frequente em todos os anos, foi por meio da transmissão oral (alimentos), que representa 68,8 % dos casos. Além disso, o Ministério da Saúde do Brasil contabilizou 112 surtos no território nacional entre 2005 e 2013, os quais envolveram em sua totalidade 35 municípios da Região Amazônica, nos quais a fonte provável de infecção foi a ingestão de alimentos contaminados com T. cruzi. Assim, esses estudos demonstraram um grande avanço combate da DC, mas também a importância de manter e expandir as ações de controle, assegurando também o investimento no diagnóstico e tratamento, para garantir a integralidade do atendimento. A partir exposto, é possível perceber que mesmo com os avanços alcançados, a Doença de Chagas ainda é uma enfermidade de grande infecciosidade no Brasil, o qual tem negligenciadas suas diversas formas de transmissão e não tem dado a atenção equitativa a todas as regiões do País. Sendo assim, é necessário que haja um investimento continuo no combate de todas as formas de transmissão e em todo o território brasileiro, tendo em vista que essa é uma enfermidade grave e que afeta as populações que não possuem condições financeiras para o seu tratamento.

SITUAÇÃO SOCIODEMOGRÁFICA E EPIDEMIOLÓGICA DA Leishmaniose tegumentar americana EM VITÓRIA DE SANTO ANTÃO – PE, NO PERÍODO DE 2007 A 2015

Barros J.M.S1; Alves R.S.M1, Silva A.S2, Santos J.S2, Oliveira M.J.F3, Leite A.F.B2,4
A Leishmaniose tegumentar americana (LTA), é uma doença infecciosa, não contagiosa, causada por protozoários do gênero Leishmania sp, que acomete o homem secundariamente. A mesma manifesta-se na pele e mucosas. Infecções por esse agente que originam a LTA foram descritas em várias espécies de animais silvestres, sinantrópicos e domésticos. A transmissão se dá por meio da picada de insetos, os flebotomíneos de fêmeas infectadas. Possui um período de incubação em média de 2 meses em seres humanos. Caracteriza-se pela manifestação de úlceras cutâneas única ou múltipla, como principal complicação, tem comprometimento das mucosas da nasofaringe com destruição desses tecidos. O diagnóstico se dá através de exames laboratoriais e ou características clinicas e epidemiológicas. A droga mais indicada para o tratamento é o Antimonial Pentavalente. A LTA, é considerada pela Organização Mundial da Saúde uma das cinco doenças infecto-parasitárias de maior relevância, possui grande capacidade de produzir deformidades e um grande potencial epidêmico. No Brasil, é importante destacar, sua grande distribuição territorial. Descrever a situação sociodemográfico e epidemiológico da Leishmaniose Tegumentar Americana no Município de Vitória de Santo Antão, Pernambuco, Brasil. Realizado um Estudo Transversal, considerando as características da população e os padrões de distribuição da LTA no município. Utilizado base de dados secundária, o Sistema de Informação de Agravo de Notificação (Sinan) da Vigilância Epidemiológica do município de Vitória de Santo Antão, com período de análise de 2007 a 2015. As variáveis utilizadas para o levantamento do mesmo foram: Idade, sexo, raça, escolaridade, zona, bairro, ocupação, evolução do caso, lesão, exames, droga inicial administrada e local provável de fonte de infecção. Anuência para análise dos dados e produção das informações foi autorizada pelo órgão de acordo com as normas de segurança administrativas. No período estudado, continha 326 registros de casos de LTA. Observou-se o maior pico de incidência no ano de 2009 com 0,6 casos por mil habitantes, (91,4 %) foram casos autóctones. A distribuição de casos no munícipio concentra-se predominantemente na Zona Rural com (81,3 %) dos casos em trabalhadores com as seguintes ocupações: trabalhadores volantes da agricultura (44 %), Estudantes (25 %) e trabalhador agropecuário em geral (10,3 %). Dentre todos, 67,2 % foram do sexo masculino. A faixa etária predominante é 20-29 anos. A forma Clínica predominante foi a cutânea (97,3 %) e o antimonial pentavalente foi a droga mais utilizada (84,8 %), obtiveram cura (91,1 %) dos casos. Os dados apresentados demonstram a LTA afetando predominantemente homens moradores da Zona Rural em atividades laborais voltadas para o campo o que evidencia traços já percebidos em estudos da relação da LTA com intervenções antrópicas no campo, como o desmatamento e a malha urbana ampliando-se. Contudo também há uma grande representatividade de estudantes atingidos, o que demonstra um risco de transmissão peridomiciliar.

SITUAÇÃO SOCIODEMOGRÁFICAS E EPIDEMIOLÓGICA DA HANSENÍASE NO MUNICÍPIO DE VITÓRIA DE SANTO ANTÃO-PE, NO PERÍODO DE 2005 A 2015

Alves R.S.M.1; Barros J.M.S.1; Silva A.S.2, Santos J. S.2, Oliveira M. J. F.3, Leite A. F. B.2,4
A hanseníase é uma doença milenar, infectocontagiosa, crônica, que possui como agente etiológico a Mycobacterium leprae. A transmissão ocorre de maneira direta através da eliminação de bacilos pelas vias aéreas superiores, o que requer um contato íntimo, contínuo e prolongado. O diagnóstico da hanseníase é fundamentalmente clínico/epidemiológico e o tratamento é medicamentoso, realizado a partir da associação de medicações conhecida por Poliquimioterapia (PQT). A doença se apresenta como problema de saúde pública, o que alerta quanto a necessidade de ações mais eficientes e eficazes no combate à doença. Descrever a situação sociodemográficas e epidemiológicas da hanseníase no município de Vitória de Santo Antão, Pernambuco, Brasil. Estudo transversal, realizado em Vitória de Santo Antão, no período de 2005 a 2015, a base de dados secundária utilizada foi do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) da Vigilância Epidemiológica, da Secretaria Municipal de Saúde do município. Para análise, foram utilizadas as variáveis da ficha de notificação/ investigação de hanseníase, referentes a: sexo, idade, raça/cor, escolaridade, zona de residência, forma clínica, classificação operacional, número de nervos afetados, avaliação de grau de incapacidade, dados laboratoriais e esquema terapêutico inicial. Anuência para análise dos dados e produção das informações foi autorizada pelo órgão de acordo com as normas de segurança administrativas. Foram registradas 394 notificações, sendo 51 % do sexo feminino, 34 % de raça branca, entre a faixa etária dos 20 a 59 anos (66,24 %), houve 33 (8,37 %) notificações em menores de 15 anos. Quanto a escolaridade 56 % dos casos são do ensino fundamental e 83,5 % são residentes da zona urbana. A forma clínica prevalente foi a tuberculóide (32,48 %), com a classe paucibacilar (PB) apresentando-se em 50,5 % dos casos, e 84 % das notificações não possuem nervos afetados no momento do diagnóstico. Quanto ao Grau de incapacidade, 68,78 % manifestam “Grau 0” de comprometimento. Quanto aos dados laboratoriais, não foram realizados baciloscopia durante o período de estudo. O esquema terapêutico inicial mais prevalente foi o de PQT/PB de seis doses utilizada em 51 % dos casos. Percebe-se que o município apresenta os indicadores semelhantes com a situação do estado de Pernambuco, principalmente quando a hanseníase atinge a população economicamente ativa, com baixo nível de escolaridade e apresenta casos em menores de 15 anos, o que mostra a presença de focos de transmissão ativos. É imprescindível destacar os dados referentes a baciloscopia, já que esse exame, segundo estudos, tem adquirido maior importância quando existe casos de persistência bacilar, falha terapêutica e ou tratamento insuficiente. Portanto, é necessário a realização de busca ativa de casos, campanhas de educação em saúde com a população e educação continuada com os profissionais de saúde, a fim de realizar o diagnóstico precoce e a prevenção de incapacidades da doença.

SITUAÇÃO SOCIODEMOGRÁFICA E EPIDEMIOLÓGICA DA Leishmaniose tegumentar americana EM VITÓRIA DE SANTO ANTÃO – PE, NO PERÍODO DE 2007 A 2015

Barros J.M.S1; Alves R.S.M1, Silva A.S2, Santos J.S2, Oliveira M.J.F3, Leite A.F.B2,4
A Leishmaniose tegumentar americana (LTA), é uma doença infecciosa, não contagiosa, causada por protozoários do gênero Leishmania sp, que acomete o homem secundariamente. A mesma manifesta-se na pele e mucosas. Infecções por esse agente que originam a LTA foram descritas em várias espécies de animais silvestres, sinantrópicos e domésticos. A transmissão se dá por meio da picada de insetos, os flebotomíneos de fêmeas infectadas. Possui um período de incubação em média de 2 meses em seres humanos. Caracteriza-se pela manifestação de úlceras cutâneas única ou múltipla, como principal complicação, tem comprometimento das mucosas da nasofaringe com destruição desses tecidos. O diagnóstico se dá através de exames laboratoriais e ou características clinicas e epidemiológicas. A droga mais indicada para o tratamento é o Antimonial Pentavalente. A LTA, é considerada pela Organização Mundial da Saúde uma das cinco doenças infecto-parasitárias de maior relevância, possui grande capacidade de produzir deformidades e um grande potencial epidêmico. No Brasil, é importante destacar, sua grande distribuição territorial. Descrever a situação sociodemográfico e epidemiológico da Leishmaniose Tegumentar Americana no Município de Vitória de Santo Antão, Pernambuco, Brasil. Realizado um Estudo Transversal, considerando as características da população e os padrões de distribuição da LTA no município. Utilizado base de dados secundária, o Sistema de Informação de Agravo de Notificação (Sinan) da Vigilância Epidemiológica do município de Vitória de Santo Antão, com período de análise de 2007 a 2015. As variáveis utilizadas para o levantamento do mesmo foram: Idade, sexo, raça, escolaridade, zona, bairro, ocupação, evolução do caso, lesão, exames, droga inicial administrada e local provável de fonte de infecção. Anuência para análise dos dados e produção das informações foi autorizada pelo órgão de acordo com as normas de segurança administrativas. No período estudado, continha 326 registros de casos de LTA. Observou-se o maior pico de incidência no ano de 2009 com 0,6 casos por mil habitantes, (91,4 %) foram casos autóctones. A distribuição de casos no munícipio concentra-se predominantemente na Zona Rural com (81,3 %) dos casos em trabalhadores com as seguintes ocupações: trabalhadores volantes da agricultura (44 %), Estudantes (25 %) e trabalhador agropecuário em geral (10,3 %). Dentre todos, 67,2 % foram do sexo masculino. A faixa etária predominante é 20-29 anos. A forma Clínica predominante foi a cutânea (97,3 %) e o antimonial pentavalente foi a droga mais utilizada (84,8 %), obtiveram cura (91,1 %) dos casos. Os dados apresentados demonstram a LTA afetando predominantemente homens moradores da Zona Rural em atividades laborais voltadas para o campo o que evidencia traços já percebidos em estudos da relação da LTA com intervenções antrópicas no campo, como o desmatamento e a malha urbana ampliando-se. Contudo também há uma grande representatividade de estudantes atingidos, o que demonstra um risco de transmissão peridomiciliar.

SITUAÇÃO SOCIODEMOGRÁFICAS E EPIDEMIOLÓGICA DA HANSENÍASE NO MUNICÍPIO DE VITÓRIA DE SANTO ANTÃO-PE, NO PERÍODO DE 2005 A 2015

Alves R.S.M.1; Barros J.M.S.1; Silva A.S.2, Santos J. S.2, Oliveira M. J. F.3, Leite A. F. B.2,4
A hanseníase é uma doença milenar, infectocontagiosa, crônica, que possui como agente etiológico a Mycobacterium leprae. A transmissão ocorre de maneira direta através da eliminação de bacilos pelas vias aéreas superiores, o que requer um contato íntimo, contínuo e prolongado. O diagnóstico da hanseníase é fundamentalmente clínico/epidemiológico e o tratamento é medicamentoso, realizado a partir da associação de medicações conhecida por Poliquimioterapia (PQT). A doença se apresenta como problema de saúde pública, o que alerta quanto a necessidade de ações mais eficientes e eficazes no combate à doença. Descrever a situação sociodemográficas e epidemiológicas da hanseníase no município de Vitória de Santo Antão, Pernambuco, Brasil. Estudo transversal, realizado em Vitória de Santo Antão, no período de 2005 a 2015, a base de dados secundária utilizada foi do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) da Vigilância Epidemiológica, da Secretaria Municipal de Saúde do município. Para análise, foram utilizadas as variáveis da ficha de notificação/ investigação de hanseníase, referentes a: sexo, idade, raça/cor, escolaridade, zona de residência, forma clínica, classificação operacional, número de nervos afetados, avaliação de grau de incapacidade, dados laboratoriais e esquema terapêutico inicial. Anuência para análise dos dados e produção das informações foi autorizada pelo órgão de acordo com as normas de segurança administrativas. Foram registradas 394 notificações, sendo 51 % do sexo feminino, 34 % de raça branca, entre a faixa etária dos 20 a 59 anos (66,24 %), houve 33 (8,37 %) notificações em menores de 15 anos. Quanto a escolaridade 56 % dos casos são do ensino fundamental e 83,5 % são residentes da zona urbana. A forma clínica prevalente foi a tuberculóide (32,48 %), com a classe paucibacilar (PB) apresentando-se em 50,5 % dos casos, e 84 % das notificações não possuem nervos afetados no momento do diagnóstico. Quanto ao Grau de incapacidade, 68,78 % manifestam “Grau 0” de comprometimento. Quanto aos dados laboratoriais, não foram realizados baciloscopia durante o período de estudo. O esquema terapêutico inicial mais prevalente foi o de PQT/PB de seis doses utilizada em 51 % dos casos. Percebe-se que o município apresenta os indicadores semelhantes com a situação do estado de Pernambuco, principalmente quando a hanseníase atinge a população economicamente ativa, com baixo nível de escolaridade e apresenta casos em menores de 15 anos, o que mostra a presença de focos de transmissão ativos. É imprescindível destacar os dados referentes a baciloscopia, já que esse exame, segundo estudos, tem adquirido maior importância quando existe casos de persistência bacilar, falha terapêutica e ou tratamento insuficiente. Portanto, é necessário a realização de busca ativa de casos, campanhas de educação em saúde com a população e educação continuada com os profissionais de saúde, a fim de realizar o diagnóstico precoce e a prevenção de incapacidades da doença.

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO EM ÁREA COBERTA E NÃO COBERTA POR ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA (ESF)

Silva R.A1; Ferreira B.F.A2; Cavalcanti R.P.³; Santos C.R.³; Leite A.F.B3, Fraga S.N3
A frequência de adoecimento afeta, sobretudo, pessoas de baixa renda (população com renda domiciliar mensal per capita de até meio salário mínimo) e, quando comparadas com a população de renda superior, estão mais expostas aos fatores de riscos biológicos, sociais, econômicos e ambientais. Soma-se a esses fatores o menor acesso ao serviço básico de saúde. Descrever o perfil epidemiológico em área coberta e não coberta por ESF. Foi estudada a população coberta pela ESF e descoberta (área do entorno) do bairro Caiçara, situado no município de Vitória de Santo Antão-PE, no ano de 2015. O estudo foi composto por 200 domicílios (amostra aleatória simples). O tamanho amostral baseou-se exclusivamente considerando o erro máximo admissível de 3 % e um nível de significância de 5 %. Os dados foram coletados em domicílio por 4 entrevistadores, devidamente calibrados. Foi utilizado um formulário semi-estruturado, construído com base na ficha do e-SUS, e procedida a seguinte pergunta, dentre outras: qual doença você e os residentes em sua casa têm ou tiveram? Na sequência, foi apresentada ao entrevistado uma lista de 20 eventos, para facilitar a identificação da ocorrência de doenças. Os resultados foram obtidos por meio de distribuição de frequências. A ESF do Caiçara é composta por 01 médico, 01 Enfermeira, 01 Técnica de Enfermagem, 06 Agentes Comunitários de Saúde, 01 Dentista e 01 Auxiliar em Saúde Bucal. As famílias estão divididas em oito microáreas, sendo seis cobertas somando 1.034 famílias cadastradas, e duas descobertas, abrangendo 174 famílias. Foram entrevistadas 100 pessoas na área coberta e 100 na área descoberta. Não houve recusa à participação na pesquisa. A partir dos entrevistados, e incluindo estes, chegou-se a 714 casos, sendo 2 gestações e doenças assim distribuídas em a) perfil de doença atual em área coberta/não coberta, respectivamente: alcoolismo (5/2), doença de chagas (0/0), deficiência (6/2), diabetes (17/13), dengue (13/43), epilepsia (3/0), hipertensão arterial (59/31), tuberculose (0/0), esquistossomose (0/0), hanseníase (0/0), malária (0/0), verminose (0/1), micose superficial/pele (0/2), desnutrição (0/0), angina (1/3), sobrepeso/obesidade (2/0), diarreia (0/2), infecções sexualmente transmissíveis (0/0) e outra (69/76); e b) perfil de doença pregressa em área coberta / não coberta, respectivamente: alcoolismo (0/1), doença de chagas (0/0), diabetes (5/0), dengue (121/150), epilepsia (1/0), tuberculose (1/0), esquistossomose (1/0), hanseníase (0/0), malária (0/0), verminose (3/10), micose superficial/pele (0/0), desnutrição (0/0), angina (1/0), sobrepeso/obesidade (0/0), diarreia (9/23), infecções sexualmente transmissíveis (0/0) e outra (20/21). Não houve casos relatados sobre deficiência e hipertensão arterial como doença pregressa. A doença atual prevalente na área coberta foi a hipertensão arterial (33,5 %) e na área não coberta, a dengue (24,4 %). E a doença pregressa prevalente em ambas as áreas foi a dengue, sendo 74,7 % na área coberta e 73,2 % na área não coberta.

TUBERCULOSE NAS PRISÕES: DESAFIOS DO CONTROLE E PREVENÇÃO À LUZ DA LITERATURA

Santos W. P.¹; Freitas F. B. D.²; Pacheco A. E. ³; Lacerda E. D.4; Lima G. M. B. 5
A tuberculose é uma doença infectocontagiosa que prioritariamente afeta os pulmões. Existe cura com o tratamento adequado, no entanto, a ausência deste pode levar o enfermo a morte. Sua transmissão ocorre de forma direta de pessoa para pessoa, por gotículas de salivas contaminadas, ao falar, ao tossir ou espirrar, sendo a aglomeração de pessoas o principal fator de transmissão, o que a torna comum em ambientes como o sistema carcerário, em especial, diante dos quadros de superlotação presentes nesses cenários. Esse estudo teve por objetivo conhecer e analisar os desafios do controle e prevenção da tuberculose nas prisões brasileiras à luz da literatura. Trata-se de uma revisão integrativa, na qual é realizado um levantamento de estudos organizado e ordenado na Biblioteca Virtual de Saúde, indexados nas seguintes bases de dados: MEDLINE, LILACS e BDENF. Os descritores foram devidamente consultados nos Descritores em Ciência e Saúde (DeCS) e utilizados os termos: tuberculose, controle, prisões e epidemiologia. O cruzamento dos termos foi realizado atráves do operador boleano “AND”, para se obter a amostra final realizou-se o pareamento simultâneo de todos os descritores. Como critérios de inclusão foi utilizado o recorte temporal de 2005 à 2015, nas bases de dados supracitadas e nos vernáculos: Espanhol, Inglês e Português. Foram excluídos aqueles que se apresentavam indisponíveis para leitura, incompletos, downloads mediante pagamento e que não mantiveram relação com a temática central. Desta forma, a amostra resultou em cinco artigos. A tuberculose tem como fator principal de contaminação a aglomeração de pessoas no mesmo local, o que facilita a disseminação da Mycobacterium tuberculosis, dessa maneira foi necessário a intervenção com o plano de controle que consiste na implementação da atenção dentro das prisões, no sentido de realizar busca ativa, educação em saúde com os detentos, familiares e comunidade, realizar rastreamento, diagnóstico precoce, tratamento e acompanhamento caso haja a libertação. Entretanto pesquisas recentes revelam que o Plano de Controle da Tuberculose ainda não foi implementado em sua totalidade. Características como falta de ventilação e iluminação, dificuldade de acesso a unidade de saúde, desmotivação e falta dos profissionais habilitados, transporte inadequado dos detentos e até mesmo precarização do fluxo de informações entre ambiente interno e externo, são fatores contribuidores para a falta de controle e prevenção da tuberculose nas prisões. Pode-se concluir com este estudo que é necessário o controle da Tuberculose nas Prisões, sobretudo, com a melhor aplicação do Plano de Controle. É preciso haver uma maior atenção à saúde prisional, reforma ambiental, controle da superlotação e qualificação dos profissionais que irão prestar cuidados ao sistema carcerário para que o objetivo de controle e prevenção da tuberculose nas prisões brasileiras seja alcançado.


  1. Articles of 2019

    GJPA (2019), Vol. 1, Issue 01
    GJPA (2019), Vol. 1, Issue 02
    GJPA (2019), Vol. 1, Issue 03
    GJPA (2019), Vol. 1, Issue 04
    GJPA (2019), Vol. 1, Issue 05
    GJPA (2019), Vol. 1, Issue 06
    GJPA (2019), Vol. 1, Issue 07
    GJPA (2019), Vol. 1, Issue 08
    GJPA (2019), Vol. 1, Issue 09
    GJPA (2019), Vol. 1, Issue 10
    GJPA (2019), Vol. 1, Issue 11
    GJPA (2019), Vol. 1, Issue 12