American Journal of Oral Health and Dentistry

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American Journal of Oral Health and Dentistry (ISSN:2641-3353) is an open access journal publishing research articles, review articles, editorials and letters to the editor.

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AS CONSEQUÊNCIAS DAS ALTERAÇÕES HORMONAIS, CAUSADAS PELA SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS, NA CAVIDADE ORAL

Oliveira D.M.A1; Monteiro G.P2; Lima L.F.A3; Asfora R.L.M4; Silva T.S.G.5; Tenorio F.C.A.M6
A síndrome dos ovários policístico, é um distúrbio que interfere no processo normal de ovulação em virtude do desequilíbrio hormonal que leva a formação de cistos. O aparecimento de cistos durante o processo de ovulação faz parte do funcionamento dos ovários, mas eles desaparecem a cada ciclo menstrual. Calcula-se que a síndrome afeta 20 % das mulheres durante a fase da vida reprodutiva. As causas que levam ao desenvolvimento da síndrome não são totalmente conhecidas, mas ela tem origem genética, em parte, pois irmãs ou filhas de uma mulher portadora do distúrbio tem 50 % de chance de desenvolver alterações. Tal desequilíbrio hormonal pode apresentar relação com alterações na histologia e fisiologia oral devido aos seus reflexos no tocante a fatores que mantém higidez do ambiente bucal, como por exemplo a temperatura, o ph e a concentração de algumas substancias que sofrem influência dos hormônios. O objetivo dessa pesquisa é fundamentar e delimitar as consequências e a relação entre a Síndrome do ovário com alterações na cavidade oral. Realizou-se uma revisão bibliográfica da literatura na página do BVS, utilizando-se os descritores: “Alterações hormonais”; “síndrome dos ovários policísticos”; “Cavidade oral”. Como critérios de inclusão foram estabelecidos artigos publicados de 2004 a 2016, nos idiomas português e inglês, que relacionam a síndrome dos ovários policísticos e as alterações hormonais com a cavidade oral. A pesquisa resultou em 203 artigos, dos quais 19 foram separados por apresentarem alguma relação com o tema, porém, apenas quatro atendiam os critérios de inclusão. Foi constatado que existe uma grande relação entre as alterações hormonais, causadas pela síndrome dos ovários policístico, na cavidade bucal, no que diz respeito principalmente a alterações nos tecidos periodontais e na mucosa oral, pois quando a progesterona atinge seu pico, em algumas mulheres ocorrem ulcerações na mucosa bucal e lesões vesiculares, como as ulceras aftosas recorrentes, lesões de herpes labial e as infecções por cândida, embora a incidência seja baixa. Há muitos tipos de enfermidades gengivais em que a alteração da taxa de hormônios sexuais é considerada como agravante para a placa dental, podendo ocorrer tendência à hemorragia e alterações inflamatórias não específicas com um componente vascular predominante. A progesterona tem sido associada também, a uma vasodilatação na mucosa oral, alterando o índice e o padrão de produção de colágeno na gengiva, aumentando o metabolismo do folato e alterando a resposta imune. A disfunção pode levar a secreção de hormônios em excesso e a outras alterações hormonais que podem trazer consequências em toda a fisiologia do corpo da mulher, inclusive na cavidade bucal, sendo observado alterações nos tecidos periodontais e na mucosa oral.

IMPORTÂNCIA DA SUCÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO CRANIOFACIAL

Silva T.S.G1; Oliveira D.M.A.O2, Monteiro G.P3, Lima L.F.A4, Asfora R.L5, Maia C.S.M6
O crescimento e o desenvolvimento craniofacial, apesar de estarem condicionados a fatores genéticos, são fortemente influenciados pelo padrão funcional da musculatura orofacial. Cada indivíduo apresenta seu próprio padrão de crescimento que sofre ação de fatores ambientais que em alguns casos podem alterá-lo. Esse processo fisiológico de crescimento do esqueleto cefálico é acompanhado e influenciado pelo desenvolvimento das funções normais do sistema estomatognático da criança. E essas funções bucais são aqueles presentes desde o nascimento e vitais para a sobrevivência do bebê. São elas a respiração, a sucção e a deglutição. Identificar qual a relação entre a sucção não nutritiva e a do aleitamento materno com o desenvolvimento craniofacial. Realizou-se uma pesquisa bibliográfica da literatura nas bases de dados LILACS e BBO na Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando-se os descritores: “Importância da amamentação para o desenvolvimento craniofacial”; “A sucção e o crescimento e desenvolvimento craniofacial”. Como critérios de inclusão foram estabelecidos artigos no idioma português, que relacionam a sucção com o desenvolvimento craniofacial. A amamentação é o fator decisivo e primordial para a correta maturação e crescimento craniofacial em nível ósseo, muscular e funcional, mantendo essas estruturas aptas para exercerem o desenvolvimento da musculatura orofacial, que guiará e estimulará o desenvolvimento das funções fisiológicas. Quando se faz uso da mamadeira, os músculos utilizados na sucção são diferentes dos utilizados no aleitamento natural, podendo ocorrer deformidades ósseas e musculares extensas, quando a frequência e a intensidade do uso forem grandes. A sucção sem fins nutritivos é considerada parte normal dos desenvolvimentos fetal e neonatal. Porém, o hábito de sucção sem fins nutritivos pode gerar alterações no desenvolvimento da oclusão, na fase de crescimento, levando ao estabelecimento de más oclusões. Por este motivo, procura-se enfatizar a amamentação materna como uma forma de prevenção a problemas futuros da criança. Qualquer alteração numa das estruturas orofaciais do sistema estomatognático pode resultar num desequilíbrio generalizado. Existe uma forte influência dos hábitos de sucção não nutritivos sobre o crescimento e o desenvolvimento craniofacial da criança e a melhor maneira de prevenção é o estímulo ao aleitamento materno exclusivo, pois ele oferece ao bebê um adequado desenvolvimento ósseo e muscular, garantindo, assim, o perfeito funcionamento e possibilitando saúde geral à criança.

AS CONSEQUÊNCIAS DA RESPIRAÇÃO BUCAL NO DESENVOLVIMENTO CRANIOFACIAL

Silva T.S.G1; Oliveira D.M.A2, Monteiro G.P³, Lima L.F.A4, Asfora R.L5, Maia C. S.6
A respiração oral pode levar a inúmeras e variadas alterações na cavidade oral, na face e no organismo em geral. A maioria dos autores concorda que tal condição clínica pode dar origem a alterações dentomaxilares. O crescimento facial está intimamente associado à atividade funcional, representada por diferentes componentes da área da cabeça e pescoço. A criança que apresenta respiração bucal crônica desenvolve em sua fase de crescimento várias alterações morfológicas, levando ao desenvolvimento desfavorável do complexo dentofacial. Identificar a relação entre o mau desenvolvimento craniofacial com a respiração bucal e a relação entre a máoclusão dentária com a postura de cabeça e coluna cervical em crianças com respiração bucal. Realizou-se uma pesquisa bibliográfica da literatura nas bases de dados LILACS e SCIELO na Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando-se os descritores: “Respiração bucal e doenças bucais”; “Oclusão dentária e postura de cabeça”. Como critérios de inclusão foram estabelecidos artigos publicados no idioma português, que relacionam a respiração bucal com o desenvolvimento craniofacial e a má-oclusão dentária com a postura de cabeça e coluna cervical em crianças com respiração bucal. Crianças respiradoras bucais apresentaram rotação horária da mandíbula (para baixo e para trás), estimulando maior crescimento vertical da região anterior da face em relação à posterior (maior altura facial anterior inferior e menor altura posterior). Isso acontece quando o espaço aéreo da nasofaringe e orofaringe está reduzido, nesse caso são produzidas respostas posturais exageradas nos respiradores buconasais podendo ser prejudiciais ao desenvolvimento dentofacial que pode levar a uma série de alterações no esqueleto facial, bem como o desenvolvimento de má-oclusões. Analisando as más-oclusões verificou-se que independentemente da faixa etária e do tipo de má-oclusão dentária, a postura da cabeça em protrusão foi predominante neste estudo, evidenciando, assim, que as alterações respiratórias modificam o comportamento do sistema estomatognático, interferindo até na posição da cabeça, visto que o indivíduo procura adotar uma postura que facilite a respiração, gerando consequências para coluna toda. As crianças respiradoras bucais tendem a apresentar maior inclinação mandibular caracterizada pela maior altura facial anterior inferior e menor altura posterior em suas faces, evidenciando assim, a influência da função respiratória no mau desenvolvimento craniofacial. Já na relação entre oclusão dentária e postura de cabeça e coluna cervical, identificou-se que a posição de protrusão da cabeça é predominante no respirador oral, sem depender do tipo de má-oclusão dentária.

COMPLICAÇÕES ODONTOLÓGICAS E O PAPEL DO CIRURGIÃO DENTISTA NA DETECÇÃO E ENCAMINHAMENTO DE PACIENTES COM BULIMIA NERVOSA

Asfora R.L.M1; Oliveira D.M.A2, Lima L.F.A3, Monteiro G.P4, Silva T.S.G5, Maia C.S6
O padrão estético incentivado pela mídia vem aumentando a busca pela perfeição e, com isso, o número de portadores de distúrbios alimentares. A Bulimia nervosa é um distúrbio alimentar que pode ocasionar sérios danos fisiológicos na cavidade oral devido a acidificação da saliva causada pelos vômitos frequentes. As consequências dessa alteração de pH são diversas e, por isso, o cirurgião dentista deve ser capaz de identifica-las para que realize a parte do tratamento que lhe compete e encaminhe do paciente para outros profissionais. Este estudo tem por finalidade realizar uma revisão de literatura sobre as principais alterações orais em pacientes portadores de bulimia nervosa e especificar o papel do cirurgião dentista após a detecção desse transtorno. Foi realizada uma revisão bibliográfica da literatura nas bases de dados LILACS, SciELO, IBECS e Portal de Periódicos Capes, utilizando os descritores: “Bulimia”; “Odontologia”; “Erosão Dentária”. Como critérios de inclusão foram estabelecidos artigos publicados a partir do ano de 2010, nos idiomas português e espanhol que relacionam a bulimia nervosa à odontologia. A pesquisa resultou em 491 artigos dos quais 20 foram selecionados por estarem relacionados ao tema e 7 foram utilizados por cumprirem o critério de inclusão e possuírem maior conteúdo informacional. Foi constatado que há uma prevalência da erosão dentária devido a bulimia nervosa nas mulheres, sobretudo jovens, atingindo cerca de 2 % a 4 % das mulheres adolescentes e adultas. Entre as alterações orais mais frequentes estão a perimólise, a maior incidência de cáries, alterações salivares e hipersensibilidade dentária pela perda do esmalte. A perimólise é descrita como lesões lisas com contornos arredondados, predominantemente nas superfícies palatais dos dentes anteriores superiores, linguais dos anteriores inferiores e, em casos extremos, nas superfícies oclusais e linguais dos posteriores. A xerostomia e a halitose aparecem tanto pela ação ácida do vômito, como também pelos longos períodos de jejum a que alguns portadores de bulimia nervosa se submetem. O edema de glândulas salivares, principalmente, na glândula parótida é consequência da má nutrição causada pela autoindução de vômitos. Os pacientes portadores desse distúrbio tendem a consumir alimentos de alto índice glicêmico o que, associado à xerostomia, explica a maior incidência de cáries. Sabe-se, também, que os desgastes dos dentes estão relacionados à escovação vigorosa em pacientes bulímicos, após o ato de regurgitação. A bulimia nervosa apresenta muitas implicações na cavidade oral. O Cirurgião-Dentista, na anamnese, deve investigar o assunto de forma cautelosa e ao mesmo tempo obter informações a respeito da doença, como hábitos alimentares e possíveis problemas gastrintestinais; diferenciar os distúrbios alimentares e as causas de perda do tecido dentário, além de direcionar o paciente para um tratamento psicológico adequado pois assim poderá iniciar com eficácia um tratamento restaurador.

IMPORTÂNCIA DA SUCÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO CRANIOFACIAL

Silva T.S.G1; Oliveira D.M.A.O2, Monteiro G.P3, Lima L.F.A4, Asfora R.L5, Maia C.S.M6
O crescimento e o desenvolvimento craniofacial, apesar de estarem condicionados a fatores genéticos, são fortemente influenciados pelo padrão funcional da musculatura orofacial. Cada indivíduo apresenta seu próprio padrão de crescimento que sofre ação de fatores ambientais que em alguns casos podem alterá-lo. Esse processo fisiológico de crescimento do esqueleto cefálico é acompanhado e influenciado pelo desenvolvimento das funções normais do sistema estomatognático da criança. E essas funções bucais são aqueles presentes desde o nascimento e vitais para a sobrevivência do bebê. São elas a respiração, a sucção e a deglutição. Identificar qual a relação entre a sucção não nutritiva e a do aleitamento materno com o desenvolvimento craniofacial. Realizou-se uma pesquisa bibliográfica da literatura nas bases de dados LILACS e BBO na Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando-se os descritores: “Importância da amamentação para o desenvolvimento craniofacial”; “A sucção e o crescimento e desenvolvimento craniofacial”. Como critérios de inclusão foram estabelecidos artigos no idioma português, que relacionam a sucção com o desenvolvimento craniofacial. A amamentação é o fator decisivo e primordial para a correta maturação e crescimento craniofacial em nível ósseo, muscular e funcional, mantendo essas estruturas aptas para exercerem o desenvolvimento da musculatura orofacial, que guiará e estimulará o desenvolvimento das funções fisiológicas. Quando se faz uso da mamadeira, os músculos utilizados na sucção são diferentes dos utilizados no aleitamento natural, podendo ocorrer deformidades ósseas e musculares extensas, quando a frequência e a intensidade do uso forem grandes. A sucção sem fins nutritivos é considerada parte normal dos desenvolvimentos fetal e neonatal. Porém, o hábito de sucção sem fins nutritivos pode gerar alterações no desenvolvimento da oclusão, na fase de crescimento, levando ao estabelecimento de más oclusões. Por este motivo, procura-se enfatizar a amamentação materna como uma forma de prevenção a problemas futuros da criança. Qualquer alteração numa das estruturas orofaciais do sistema estomatognático pode resultar num desequilíbrio generalizado. Existe uma forte influência dos hábitos de sucção não nutritivos sobre o crescimento e o desenvolvimento craniofacial da criança e a melhor maneira de prevenção é o estímulo ao aleitamento materno exclusivo, pois ele oferece ao bebê um adequado desenvolvimento ósseo e muscular, garantindo, assim, o perfeito funcionamento e possibilitando saúde geral à criança.

AS CONSEQUÊNCIAS DAS ALTERAÇÕES HORMONAIS, CAUSADAS PELA SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS, NA CAVIDADE ORAL

Oliveira D.M.A1; Monteiro G.P2; Lima L.F.A3; Asfora R.L.M4; Silva T.S.G.5; Tenorio F.C.A.M6
A síndrome dos ovários policístico, é um distúrbio que interfere no processo normal de ovulação em virtude do desequilíbrio hormonal que leva a formação de cistos. O aparecimento de cistos durante o processo de ovulação faz parte do funcionamento dos ovários, mas eles desaparecem a cada ciclo menstrual. Calcula-se que a síndrome afeta 20 % das mulheres durante a fase da vida reprodutiva. As causas que levam ao desenvolvimento da síndrome não são totalmente conhecidas, mas ela tem origem genética, em parte, pois irmãs ou filhas de uma mulher portadora do distúrbio tem 50 % de chance de desenvolver alterações. Tal desequilíbrio hormonal pode apresentar relação com alterações na histologia e fisiologia oral devido aos seus reflexos no tocante a fatores que mantém higidez do ambiente bucal, como por exemplo a temperatura, o ph e a concentração de algumas substancias que sofrem influência dos hormônios. O objetivo dessa pesquisa é fundamentar e delimitar as consequências e a relação entre a Síndrome do ovário com alterações na cavidade oral. Realizou-se uma revisão bibliográfica da literatura na página do BVS, utilizando-se os descritores: “Alterações hormonais”; “síndrome dos ovários policísticos”; “Cavidade oral”. Como critérios de inclusão foram estabelecidos artigos publicados de 2004 a 2016, nos idiomas português e inglês, que relacionam a síndrome dos ovários policísticos e as alterações hormonais com a cavidade oral. A pesquisa resultou em 203 artigos, dos quais 19 foram separados por apresentarem alguma relação com o tema, porém, apenas quatro atendiam os critérios de inclusão. Foi constatado que existe uma grande relação entre as alterações hormonais, causadas pela síndrome dos ovários policístico, na cavidade bucal, no que diz respeito principalmente a alterações nos tecidos periodontais e na mucosa oral, pois quando a progesterona atinge seu pico, em algumas mulheres ocorrem ulcerações na mucosa bucal e lesões vesiculares, como as ulceras aftosas recorrentes, lesões de herpes labial e as infecções por cândida, embora a incidência seja baixa. Há muitos tipos de enfermidades gengivais em que a alteração da taxa de hormônios sexuais é considerada como agravante para a placa dental, podendo ocorrer tendência à hemorragia e alterações inflamatórias não específicas com um componente vascular predominante. A progesterona tem sido associada também, a uma vasodilatação na mucosa oral, alterando o índice e o padrão de produção de colágeno na gengiva, aumentando o metabolismo do folato e alterando a resposta imune. A disfunção pode levar a secreção de hormônios em excesso e a outras alterações hormonais que podem trazer consequências em toda a fisiologia do corpo da mulher, inclusive na cavidade bucal, sendo observado alterações nos tecidos periodontais e na mucosa oral.

A INCIDÊNCIA DE CÁRIE EM PACIENTES COM FLUOROSE DENTÁRIA

Oliveira D.M.A1; Monteiro G.P.M.2; Lima L.F.A3; Asfora R.L.M.4; Silva T.S.G5; Tenorio F.C.A.M6
A Fluorose dentária é um distúrbio do desenvolvimento que afeta o esmalte durante sua formação, sendo provocada pela ingestão excessiva e prolongada de flúor. Ocorre por depósitos de flúor na estrutura dentária, levando a alterações nos ameloblastos, modificações na homeostase do cálcio e na formação dos cristais de apatita. As manifestações vão depender de fatores como a quantidade de flúor ingerida, do tempo de exposição, entre outros. A ingestão do flúor é decorrente principalmente de dentifrícios e agua fluoretada, mecanismos utilizados na prevenção da cárie, ajudando a endurecer o esmalte dos dentes de leite e permanentes identificar qual a incidência de carie em pacientes que apresentam fluorose dentária e a relação desses fatores com a fluoretação da agua. Realizou-se uma revisão bibliográfica da literatura na biblioteca virtual SCIELO e BVS, utilizando-se os descritores: “fluorose dentária”; “cárie”; “fluoretação da água”. Como critérios de inclusão foram estabelecidos artigos publicados de 2000 a 2016, nos idiomas português e inglês, que relacionam a fluorose dentária e a carie com a fluoretação da agua. A pesquisa resultou em 2540 artigos, dos quais nove foram separados por apresentarem maior relação com o tema, porém, apenas três atendiam os critérios de inclusão. Foi constatado que desde a descoberta da importância da agregação de fluoreto ao tratamento da água para reduzir a prevalência de cárie em termos populacionais, seus riscos em termos de fluorose dental têm sido minimizados pela manutenção de uma concentração "ótima" na água. Esta concentração depende da temperatura ambiental e para a maioria das máximo de 0,8. Assim, a concentração acima de 0,6 garantiria os benefícios de redução de cárie, mas seria relevante não superar 0,8 para manter graus aceitáveis de fluorose dentária. As manifestações vão depender também, do tempo de exposição, da idade, do peso e estado nutricional do indivíduo. No entanto, diversas pesquisas relatam aumento de prevalência de fluorose dental nas últimas décadas, tanto em cidades contendo ou não água fluoretada, devido ao amplo uso de outras formas de fluoreto, com prevalências de 54 % e 23 %, respectivamente, em comunidades abastecidas ou não por água fluoretada. As prevalêcias de cárie e fluorose dentária se apresentaram inversamente proporcionais entre si em ambos os casos. A prevalência de fluorose dental em populações abastecidas por água fluoretada depende do tempo que determinada concentração é mantida constante durante o desenvolvimento dental. Faz-se necessária uma maior fiscalização dos níveis normais de flúor nas águas.

AS CONSEQUÊNCIAS DA RESPIRAÇÃO BUCAL NO DESENVOLVIMENTO CRANIOFACIAL

Silva T.S.G1; Oliveira D.M.A2, Monteiro G.P³, Lima L.F.A4, Asfora R.L5, Maia C. S.6
A respiração oral pode levar a inúmeras e variadas alterações na cavidade oral, na face e no organismo em geral. A maioria dos autores concorda que tal condição clínica pode dar origem a alterações dentomaxilares. O crescimento facial está intimamente associado à atividade funcional, representada por diferentes componentes da área da cabeça e pescoço. A criança que apresenta respiração bucal crônica desenvolve em sua fase de crescimento várias alterações morfológicas, levando ao desenvolvimento desfavorável do complexo dentofacial. Identificar a relação entre o mau desenvolvimento craniofacial com a respiração bucal e a relação entre a máoclusão dentária com a postura de cabeça e coluna cervical em crianças com respiração bucal. Realizou-se uma pesquisa bibliográfica da literatura nas bases de dados LILACS e SCIELO na Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando-se os descritores: “Respiração bucal e doenças bucais”; “Oclusão dentária e postura de cabeça”. Como critérios de inclusão foram estabelecidos artigos publicados no idioma português, que relacionam a respiração bucal com o desenvolvimento craniofacial e a má-oclusão dentária com a postura de cabeça e coluna cervical em crianças com respiração bucal. Crianças respiradoras bucais apresentaram rotação horária da mandíbula (para baixo e para trás), estimulando maior crescimento vertical da região anterior da face em relação à posterior (maior altura facial anterior inferior e menor altura posterior). Isso acontece quando o espaço aéreo da nasofaringe e orofaringe está reduzido, nesse caso são produzidas respostas posturais exageradas nos respiradores buconasais podendo ser prejudiciais ao desenvolvimento dentofacial que pode levar a uma série de alterações no esqueleto facial, bem como o desenvolvimento de má-oclusões. Analisando as más-oclusões verificou-se que independentemente da faixa etária e do tipo de má-oclusão dentária, a postura da cabeça em protrusão foi predominante neste estudo, evidenciando, assim, que as alterações respiratórias modificam o comportamento do sistema estomatognático, interferindo até na posição da cabeça, visto que o indivíduo procura adotar uma postura que facilite a respiração, gerando consequências para coluna toda. As crianças respiradoras bucais tendem a apresentar maior inclinação mandibular caracterizada pela maior altura facial anterior inferior e menor altura posterior em suas faces, evidenciando assim, a influência da função respiratória no mau desenvolvimento craniofacial. Já na relação entre oclusão dentária e postura de cabeça e coluna cervical, identificou-se que a posição de protrusão da cabeça é predominante no respirador oral, sem depender do tipo de má-oclusão dentária.