International Journal of Food and Agriculture

Open Access Journal
American Journal of Medicine and Health (ISSN:2641-3280) is an open access journal publishing research articles, review articles, editorials and letters to the editor.

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THE NUTRITIONIST IN AN INTERDISCIPLINARY APPROACH IN A HOSPITAL ENVIRONMENT – EXPERIENCE REPORT

Barroso F.N.L¹, Melo V.P2, Silva M.F3, Leal C.S.F4, Moura J.K.B5,Silva A.C.L.P6
In search of a better health care, it is essential to comply with the guidelines and principles of the Unified Health System. The interdisciplinary team of health professionals perfect the service, improve the relationship between the team and enables better patient care. The study aims to report the integration of nutritionist in interdisciplinary teams in the hospital setting. This is an experience report of Nutritionists team in the participation of clinical meetings of care services to adults / elderly in a university hospital Natal / RN. The meetings took place from March to September 2016, with the participation of doctors, nurses, nutritionists, physical therapists, psychologists, dentists, social workers, speech therapists and pharmacists and residents. Discussions about certain cases proved to be satisfactory, since new proposals are perceived to direct the best treatment to the patient. With the meetings became possible to identify the importance of integration with other professions in order to define the most appropriate dietotherapeutic conduct. The interdisciplinary interaction allows the professional nutritionist a comprehensive view of the hospitalized patient, allowing a dietary plan with better foundation, and thus can contribute to improving the patient’s condition.

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO EM ÁREA COBERTA E NÃO COBERTA POR ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA (ESF)

Silva R.A1; Ferreira B.F.A2; Cavalcanti R.P.³; Santos C.R.³; Leite A.F.B3, Fraga S.N3
A frequência de adoecimento afeta, sobretudo, pessoas de baixa renda (população com renda domiciliar mensal per capita de até meio salário mínimo) e, quando comparadas com a população de renda superior, estão mais expostas aos fatores de riscos biológicos, sociais, econômicos e ambientais. Soma-se a esses fatores o menor acesso ao serviço básico de saúde. Descrever o perfil epidemiológico em área coberta e não coberta por ESF. Foi estudada a população coberta pela ESF e descoberta (área do entorno) do bairro Caiçara, situado no município de Vitória de Santo Antão-PE, no ano de 2015. O estudo foi composto por 200 domicílios (amostra aleatória simples). O tamanho amostral baseou-se exclusivamente considerando o erro máximo admissível de 3 % e um nível de significância de 5 %. Os dados foram coletados em domicílio por 4 entrevistadores, devidamente calibrados. Foi utilizado um formulário semi-estruturado, construído com base na ficha do e-SUS, e procedida a seguinte pergunta, dentre outras: qual doença você e os residentes em sua casa têm ou tiveram? Na sequência, foi apresentada ao entrevistado uma lista de 20 eventos, para facilitar a identificação da ocorrência de doenças. Os resultados foram obtidos por meio de distribuição de frequências. A ESF do Caiçara é composta por 01 médico, 01 Enfermeira, 01 Técnica de Enfermagem, 06 Agentes Comunitários de Saúde, 01 Dentista e 01 Auxiliar em Saúde Bucal. As famílias estão divididas em oito microáreas, sendo seis cobertas somando 1.034 famílias cadastradas, e duas descobertas, abrangendo 174 famílias. Foram entrevistadas 100 pessoas na área coberta e 100 na área descoberta. Não houve recusa à participação na pesquisa. A partir dos entrevistados, e incluindo estes, chegou-se a 714 casos, sendo 2 gestações e doenças assim distribuídas em a) perfil de doença atual em área coberta/não coberta, respectivamente: alcoolismo (5/2), doença de chagas (0/0), deficiência (6/2), diabetes (17/13), dengue (13/43), epilepsia (3/0), hipertensão arterial (59/31), tuberculose (0/0), esquistossomose (0/0), hanseníase (0/0), malária (0/0), verminose (0/1), micose superficial/pele (0/2), desnutrição (0/0), angina (1/3), sobrepeso/obesidade (2/0), diarreia (0/2), infecções sexualmente transmissíveis (0/0) e outra (69/76); e b) perfil de doença pregressa em área coberta / não coberta, respectivamente: alcoolismo (0/1), doença de chagas (0/0), diabetes (5/0), dengue (121/150), epilepsia (1/0), tuberculose (1/0), esquistossomose (1/0), hanseníase (0/0), malária (0/0), verminose (3/10), micose superficial/pele (0/0), desnutrição (0/0), angina (1/0), sobrepeso/obesidade (0/0), diarreia (9/23), infecções sexualmente transmissíveis (0/0) e outra (20/21). Não houve casos relatados sobre deficiência e hipertensão arterial como doença pregressa. A doença atual prevalente na área coberta foi a hipertensão arterial (33,5 %) e na área não coberta, a dengue (24,4 %). E a doença pregressa prevalente em ambas as áreas foi a dengue, sendo 74,7 % na área coberta e 73,2 % na área não coberta.

SOROPREVALÊNCIA PARA TOXOPLASMOSE CONGÊNITA EM GESTANTES ATENDIDAS EM MATERNIDADE DE CAMPINA GRANDE – PB

Alves T. W. B. 1, Ferreira J. V. 2, Barbosa V. S. A.3
O Toxoplasma gondii é o agente etiológico da toxoplasmose, uma zoonose de caráter mundial. Afeta uma infinidade de espécies, sendo os gatos hospedeiros definitivos e o homem intermediário. A toxoplasmose pode ser adquirida através da ingestão de oocistos, que são eliminados nas fezes dos felinos, ingestão de carne crua ou mal passada infectada com bradizoítos e por meio da via transplacentária, principalmente de mães com infecção aguda. A transmissão congênita pode resultar em aborto ou má formações fetais e a idade gestacional da infecção materna tem papel fundamental no quadro clínico apresentado pela criança. A prevenção da infecção congênita é realizada a partir de exames imunológicos, com a pesquisa de anticorpos do tipo IgG e IgM antiToxoplasma no soro da mãe. Avaliar o perfil sorológico para toxoplasmose nas gestantes que realizaram o acompanhamento pré-natal entre março e abril de 2016, no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA) em Campina Grande – PB. Foi realizado um estudo epidemiológico transversal com 184 gestantes, onde foram coletados os resultados dos exames sorológicos para a toxoplasmose, realizados ao longo do pré-natal, no cartão das gestantes. Foram consideradas como soropositivas gestantes que apresentaram anticorpos IgG reagente (IgG (+)), acompanhadas ou não de IgM reagente (IgM(+)) e suscetíveis aquelas com IgG não reagente (IgG (-)) e IgM não reagente (IgM (-))Das 184 gestantes que realizavam o pré-natal de alto risco no ISEA no período, 45 (24,5 %) ainda não haviam realizado a sorologia para toxoplasmose. A prevalência de soropositividade para anticorpos IgG antiToxoplasma entre as gestantes estudadas (139) foi de 20,9 %. Neste estudo não se observou a presença de gestantes com IgM anti-Toxoplasma (IgM (+)) acompanhado ou não de IgG anti-Toxoplasma reagente em 110 gestantes, o que representou uma prevalência equivalente a 79,1 % de gestantes susceptíveis a infecção por T. gondii. A elevada proporção de mulheres suscetíveis à infecção por T. gondii, bem como o elevado percentual de gestantes que não tinham realizado os exames sorológicos, ressalta a importância em se ofertar orientações higiênico-dietéticas para o grupo e de se fazer o acompanhamento sorológico destas gestantes a cada três meses.

TUBERCULOSE NAS PRISÕES: DESAFIOS DO CONTROLE E PREVENÇÃO À LUZ DA LITERATURA

Santos W. P.¹; Freitas F. B. D.²; Pacheco A. E. ³; Lacerda E. D.4; Lima G. M. B. 5
A tuberculose é uma doença infectocontagiosa que prioritariamente afeta os pulmões. Existe cura com o tratamento adequado, no entanto, a ausência deste pode levar o enfermo a morte. Sua transmissão ocorre de forma direta de pessoa para pessoa, por gotículas de salivas contaminadas, ao falar, ao tossir ou espirrar, sendo a aglomeração de pessoas o principal fator de transmissão, o que a torna comum em ambientes como o sistema carcerário, em especial, diante dos quadros de superlotação presentes nesses cenários. Esse estudo teve por objetivo conhecer e analisar os desafios do controle e prevenção da tuberculose nas prisões brasileiras à luz da literatura. Trata-se de uma revisão integrativa, na qual é realizado um levantamento de estudos organizado e ordenado na Biblioteca Virtual de Saúde, indexados nas seguintes bases de dados: MEDLINE, LILACS e BDENF. Os descritores foram devidamente consultados nos Descritores em Ciência e Saúde (DeCS) e utilizados os termos: tuberculose, controle, prisões e epidemiologia. O cruzamento dos termos foi realizado atráves do operador boleano “AND”, para se obter a amostra final realizou-se o pareamento simultâneo de todos os descritores. Como critérios de inclusão foi utilizado o recorte temporal de 2005 à 2015, nas bases de dados supracitadas e nos vernáculos: Espanhol, Inglês e Português. Foram excluídos aqueles que se apresentavam indisponíveis para leitura, incompletos, downloads mediante pagamento e que não mantiveram relação com a temática central. Desta forma, a amostra resultou em cinco artigos. A tuberculose tem como fator principal de contaminação a aglomeração de pessoas no mesmo local, o que facilita a disseminação da Mycobacterium tuberculosis, dessa maneira foi necessário a intervenção com o plano de controle que consiste na implementação da atenção dentro das prisões, no sentido de realizar busca ativa, educação em saúde com os detentos, familiares e comunidade, realizar rastreamento, diagnóstico precoce, tratamento e acompanhamento caso haja a libertação. Entretanto pesquisas recentes revelam que o Plano de Controle da Tuberculose ainda não foi implementado em sua totalidade. Características como falta de ventilação e iluminação, dificuldade de acesso a unidade de saúde, desmotivação e falta dos profissionais habilitados, transporte inadequado dos detentos e até mesmo precarização do fluxo de informações entre ambiente interno e externo, são fatores contribuidores para a falta de controle e prevenção da tuberculose nas prisões. Pode-se concluir com este estudo que é necessário o controle da Tuberculose nas Prisões, sobretudo, com a melhor aplicação do Plano de Controle. É preciso haver uma maior atenção à saúde prisional, reforma ambiental, controle da superlotação e qualificação dos profissionais que irão prestar cuidados ao sistema carcerário para que o objetivo de controle e prevenção da tuberculose nas prisões brasileiras seja alcançado.

TUBERCULOSE NAS PRISÕES: DESAFIOS DO CONTROLE E PREVENÇÃO À LUZ DA LITERATURA

Santos W. P.¹; Freitas F. B. D.²; Pacheco A. E. ³; Lacerda E. D.4; Lima G. M. B. 5
A tuberculose é uma doença infectocontagiosa que prioritariamente afeta os pulmões. Existe cura com o tratamento adequado, no entanto, a ausência deste pode levar o enfermo a morte. Sua transmissão ocorre de forma direta de pessoa para pessoa, por gotículas de salivas contaminadas, ao falar, ao tossir ou espirrar, sendo a aglomeração de pessoas o principal fator de transmissão, o que a torna comum em ambientes como o sistema carcerário, em especial, diante dos quadros de superlotação presentes nesses cenários. Esse estudo teve por objetivo conhecer e analisar os desafios do controle e prevenção da tuberculose nas prisões brasileiras à luz da literatura. Trata-se de uma revisão integrativa, na qual é realizado um levantamento de estudos organizado e ordenado na Biblioteca Virtual de Saúde, indexados nas seguintes bases de dados: MEDLINE, LILACS e BDENF. Os descritores foram devidamente consultados nos Descritores em Ciência e Saúde (DeCS) e utilizados os termos: tuberculose, controle, prisões e epidemiologia. O cruzamento dos termos foi realizado atráves do operador boleano “AND”, para se obter a amostra final realizou-se o pareamento simultâneo de todos os descritores. Como critérios de inclusão foi utilizado o recorte temporal de 2005 à 2015, nas bases de dados supracitadas e nos vernáculos: Espanhol, Inglês e Português. Foram excluídos aqueles que se apresentavam indisponíveis para leitura, incompletos, downloads mediante pagamento e que não mantiveram relação com a temática central. Desta forma, a amostra resultou em cinco artigos. A tuberculose tem como fator principal de contaminação a aglomeração de pessoas no mesmo local, o que facilita a disseminação da Mycobacterium tuberculosis, dessa maneira foi necessário a intervenção com o plano de controle que consiste na implementação da atenção dentro das prisões, no sentido de realizar busca ativa, educação em saúde com os detentos, familiares e comunidade, realizar rastreamento, diagnóstico precoce, tratamento e acompanhamento caso haja a libertação. Entretanto pesquisas recentes revelam que o Plano de Controle da Tuberculose ainda não foi implementado em sua totalidade. Características como falta de ventilação e iluminação, dificuldade de acesso a unidade de saúde, desmotivação e falta dos profissionais habilitados, transporte inadequado dos detentos e até mesmo precarização do fluxo de informações entre ambiente interno e externo, são fatores contribuidores para a falta de controle e prevenção da tuberculose nas prisões. Pode-se concluir com este estudo que é necessário o controle da Tuberculose nas Prisões, sobretudo, com a melhor aplicação do Plano de Controle. É preciso haver uma maior atenção à saúde prisional, reforma ambiental, controle da superlotação e qualificação dos profissionais que irão prestar cuidados ao sistema carcerário para que o objetivo de controle e prevenção da tuberculose nas prisões brasileiras seja alcançado.

SOROPREVALÊNCIA PARA TOXOPLASMOSE CONGÊNITA EM GESTANTES ATENDIDAS EM MATERNIDADE DE CAMPINA GRANDE – PB

Alves T. W. B. 1, Ferreira J. V. 2, Barbosa V. S. A.3
O Toxoplasma gondii é o agente etiológico da toxoplasmose, uma zoonose de caráter mundial. Afeta uma infinidade de espécies, sendo os gatos hospedeiros definitivos e o homem intermediário. A toxoplasmose pode ser adquirida através da ingestão de oocistos, que são eliminados nas fezes dos felinos, ingestão de carne crua ou mal passada infectada com bradizoítos e por meio da via transplacentária, principalmente de mães com infecção aguda. A transmissão congênita pode resultar em aborto ou má formações fetais e a idade gestacional da infecção materna tem papel fundamental no quadro clínico apresentado pela criança. A prevenção da infecção congênita é realizada a partir de exames imunológicos, com a pesquisa de anticorpos do tipo IgG e IgM antiToxoplasma no soro da mãe. Avaliar o perfil sorológico para toxoplasmose nas gestantes que realizaram o acompanhamento pré-natal entre março e abril de 2016, no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA) em Campina Grande – PB. Foi realizado um estudo epidemiológico transversal com 184 gestantes, onde foram coletados os resultados dos exames sorológicos para a toxoplasmose, realizados ao longo do pré-natal, no cartão das gestantes. Foram consideradas como soropositivas gestantes que apresentaram anticorpos IgG reagente (IgG (+)), acompanhadas ou não de IgM reagente (IgM(+)) e suscetíveis aquelas com IgG não reagente (IgG (-)) e IgM não reagente (IgM (-))Das 184 gestantes que realizavam o pré-natal de alto risco no ISEA no período, 45 (24,5 %) ainda não haviam realizado a sorologia para toxoplasmose. A prevalência de soropositividade para anticorpos IgG antiToxoplasma entre as gestantes estudadas (139) foi de 20,9 %. Neste estudo não se observou a presença de gestantes com IgM anti-Toxoplasma (IgM (+)) acompanhado ou não de IgG anti-Toxoplasma reagente em 110 gestantes, o que representou uma prevalência equivalente a 79,1 % de gestantes susceptíveis a infecção por T. gondii. A elevada proporção de mulheres suscetíveis à infecção por T. gondii, bem como o elevado percentual de gestantes que não tinham realizado os exames sorológicos, ressalta a importância em se ofertar orientações higiênico-dietéticas para o grupo e de se fazer o acompanhamento sorológico destas gestantes a cada três meses.

To determine the serological prevalence of dogs analyzed between the years 2013-2016 in the city of Cuité-PB

Alves T. W. B. 1, Pontes E. D. S. 2, Barbosa V. S. A. 3
American Visceral Leishmaniasis is an infectious disease caused by Leishmania (Leishmania) infantum chagasi and transmitted in the New World through the insect vector sandfly of the genus Lutzomyia. In Brazil the disease is zoonotic affecting humans and many mammals, with dogs incriminated as the main parasite reservoir in urban areas. To determine the serological prevalence of dogs analyzed between the years 2013-2016 in the city of Cuité-PB. A retrospective documentary research has been done, using secondary data of the results of serological tests for visceral leishmaniasis performed in dogs in the city of Cuité-PB, between the years 2013 to 2016. Were analyzed serologic survey records through Quick Test Immunochromatographic for Canine Visceral Leishmaniasis and the Enzyme Immunoassay Method. We analyzed 92 dogs between the years 2013-2015. The prevalence of dogs with positive serology for the immunochromatographic quick test was 9.8 % and the enzyme immunoassay method was 4.3 %. In the year 2016 it was not conducted serological survey for Canine Visceral Leishmaniasis. It is suggested to serological tests in subsequent years and improve the reporting of cases of Canine Visceral Leishmaniasis.

SITUAÇÃO SOCIODEMOGRÁFICA E EPIDEMIOLÓGICA DA Leishmaniose tegumentar americana EM VITÓRIA DE SANTO ANTÃO – PE, NO PERÍODO DE 2007 A 2015

Alves R. S. M.1; Barros J. M. S. 1; Silva A. S. 2, Santos J. S. 2, Oliveira M. J. F.3, Leite A. F. B. 2,4
A hanseníase é uma doença milenar, infectocontagiosa, crônica, que possui como agente etiológico a Mycobacterium leprae. A transmissão ocorre de maneira direta através da eliminação de bacilos pelas vias aéreas superiores, o que requer um contato íntimo, contínuo e prolongado. O diagnóstico da hanseníase é fundamentalmente clínico/epidemiológico e o tratamento é medicamentoso, realizado a partir da associação de medicações conhecida por Poliquimioterapia (PQT). A doença se apresenta como problema de saúde pública, o que alerta quanto a necessidade de ações mais eficientes e eficazes no combate à doença. Descrever a situação sociodemográficas e epidemiológicas da hanseníase no município de Vitória de Santo Antão, Pernambuco, Brasil. Estudo transversal, realizado em Vitória de Santo Antão, no período de 2005 a 2015, a base de dados secundária utilizada foi do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) da Vigilância Epidemiológica, da Secretaria Municipal de Saúde do município. Para análise, foram utilizadas as variáveis da ficha de notificação/ investigação de hanseníase, referentes a: sexo, idade, raça/cor, escolaridade, zona de residência, forma clínica, classificação operacional, número de nervos afetados, avaliação de grau de incapacidade, dados laboratoriais e esquema terapêutico inicial. Anuência para análise dos dados e produção das informações foi autorizada pelo órgão de acordo com as normas de segurança administrativas. Foram registradas 394 notificações, sendo 51 % do sexo feminino, 34 % de raça branca, entre a faixa etária dos 20 a 59 anos (66,24 %), houve 33 (8,37 %) notificações em menores de 15 anos. Quanto a escolaridade 56 % dos casos são do ensino fundamental e 83,5 % são residentes da zona urbana. A forma clínica prevalente foi a tuberculóide (32,48 %), com a classe paucibacilar (PB) apresentando-se em 50,5 % dos casos, e 84 % das notificações não possuem nervos afetados no momento do diagnóstico. Quanto ao Grau de incapacidade, 68,78 % manifestam “Grau 0” de comprometimento. Quanto aos dados laboratoriais, não foram realizados baciloscopia durante o período de estudo. O esquema terapêutico inicial mais prevalente foi o de PQT/PB de seis doses utilizada em 51 % dos casos. Percebe-se que o município apresenta os indicadores semelhantes com a situação do estado de Pernambuco, principalmente quando a hanseníase atinge a população economicamente ativa, com baixo nível de escolaridade e apresenta casos em menores de 15 anos, o que mostra a presença de focos de transmissão ativos. É imprescindível destacar os dados referentes a baciloscopia, já que esse exame, segundo estudos, tem adquirido maior importância quando existe casos de persistência bacilar, falha terapêutica e ou tratamento insuficiente. Portanto, é necessário a realização de busca ativa de casos, campanhas de educação em saúde com a população e educação continuada com os profissionais de saúde, a fim de realizar o diagnóstico precoce e a prevenção de incapacidades da doença.