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ESTRATÉGIAS DE ENFERMAGEM PARA O ENFRENTAMENTO DO LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO

O Lúpus Eritematoso sistêmico é uma condição crônica, de origem autoimune, inflamatória e multissistêmica, tendo maior acometimento em mulheres no período reprodutivo. Essa condição pode propagar-se, afetando outros sistemas, inclusive em dimensões psicossomáticas. Pode ser desencadeada por fatores ambientais, imunológicos, genéticos e fatores externos como drogas. Relacionar o Lúpus Eritematoso as estratégias de enfermagem, buscando desmitificar a doença e contribuir no conhecimento e auto-estima de pacientes portadores. Baseado nos aspectos clínicos encontrados em literaturas da forma clássica da doença propõe-se traçar estratégias de enfermagem para o seu enfrentamento. Tais estratégias de enfrentamento e autopreservação foram: Orientações quanto à exposição e o uso de protetores solares, demonstração de posições de bem-estar para amenizar o desconforto (gástrico e respiratório), estimular a realização de exercícios físicos, montar rotina de enfermagem para avaliação de hemograma e sinais vitais, encaminhar sempre que necessário o paciente para o serviço de nutrição, além de oferecer apoio psicológico para a aceitação de sua própria imagem. Diante dos achados clínicos (Danos teciduais decorrentes da fotossensibilidade, lesões cutâneas e articulares e úlceras orais, etc.) exames laboratoriais (Hemograma, FAN (Fator antenuclear), entre outros) e manifestações clínicas apresentadas por pacientes portadores da doença (febre, cansaço, perda de peso, problemas renais, pleurite, mialgias, pericardite, problemas gastrintestinais, neuropatias periférico e baixo autoestima), nota-se um grande avanço na melhora clínica e psicológica dos pacientes que utilizam estas técnicas terapêuticas, consequência do diagnóstico e intervenções precoces, além de contribuir para que os portadores enfrentem a doença de forma mais abranda. Diante das estratégias abordadas nos cuidados de enfermagem e simples orientações, pode-se haver a desmistificação da doença, quebrando barreiras do preconceito e contribuindo para o enfrentamento de forma mais humana e estratégica. Essas intervenções prometem desencadear no paciente uma melhoria de autoestima, bem como ampliar o discurso de que a doença é tratável e por isso, a enfermagem deve trabalhar de forma integrada a outros profissionais para montar métodos eficazes no diagnóstico, tratamento e cuidados.

OS CUIDADOS DE ENFERMAGEM AOS PORTADORES DE HANSENÍASE

A hanseníase é uma doença infectocontagiosa causada pelo Mycobacterium leprae e é considerada uma das mais antigas doenças descritas na literatura. A bactéria causadora tem afinidade pelas células cutâneas e pelos nervos periféricos. Clinicamente caracteriza-se pela presença de manchas dormentes esbranquiçadas ou avermelhadas localizadas principalmente nas regiões de face, braços, pernas e costas. Os pacientes podem ainda apresentar lesões neurológicas expressas por dor e diminuição da força motora. Quando não tratada precocemente, a Hanseníase pode evoluir para incapacidades e deformidades físicas ocasionadas pelo agravamento das manifestações clínicas como, garra de artelho, lagoftalmo e absorções ósseas. Nessa perspectiva, ser portador de Hanseníase repercute significativamente no psicológico além de trazer restrições à vida social. Sendo assim, devido ao intenso impacto causado pela doença, é primordial o tratamento e controle da transmissão da doença. Destacar a importância do cuidado da enfermagem aos portadores de Hanseníase. Realizou-se uma revisão integrativa dos periódicos publicados nas bases de dados SCIELO, LILACS, BDENF e na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), utilizando os descritores “Cuidado”, “Enfermagem” e “Hanseníase” nos idiomas português, inglês e espanhol. Os critérios de inclusão foram artigos completos publicados em português, inglês ou espanhol, que abordassem o tema escolhido, publicados nos últimos 10 anos. Foram localizados 35 artigos dos quais 12 estavam de acordo com a temática e os critérios prédeterminados, portanto esses foram lidos integralmente. Os estudos elucidaram que, antes mesmo do diagnóstico definitivo, a hanseníase gera perturbações ocasionadas pelo conhecimento histórico das manifestações clínicas. A patologia desencadeia no indivíduo problemas psicossociais tendo em vista a estigmatização da doença evidenciado pelas alterações corporais. O portador de Hanseníase não é só acometido pelo bacilo, mas também se encontra em estado de total vulnerabilidade psicológica ao ponto de se isolar socialmente. A repercussão negativa da doença contribui para a evolução da mesma, em conjunto com a consolidação das limitações físicas e da queda na qualidade de vida. Nessa acepção, é necessário o cuidado do enfermeiro buscando amenizar o impacto emocional ocasionado pela doença, entendendo os aspectos psicológicos e planejando a assistência do cuidado em virtude da melhora do quadro clínico. O Brasil é líder mundial em prevalência da hanseníase e aproximadamente 40 mil novos casos são diagnosticados por ano. Destacamos o papel do profissional de enfermagem na adesão ao tratamento e orientações quanto as formas de contaminação. Assim, além de apoiar os portadores de Hanseníase no enfrentamento da doença, fortificando o autocuidado para prevenir as incapacidades e as restrições sociais os enfermeiros devem reforçar atenção para colaboração no tratamento, melhoria da qualidade de vida e redução do número de novos casos de hanseníase no Brasil.

DESVENDANDO A HANSENÍASE: UMA ABORDAGEM PARA A ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM

A hanseníase é uma doença infectocontagiosa muito antiga que representa, ainda hoje, um grave problema de saúde pública. Causada pelo Mycobacterium leprae, uma bactéria intracelular obrigatória que tem tropismo pela pele e nervos periféricos. No Brasil a hanseníase é diagnosticada tardiamente, aproximadamente, um ano e meio após o aparecimento dos primeiros sintomas. A falta de informação e a busca tardia pelos serviços de saúde contribuem para o diagnóstico tardio da doença. A Estratégia de Saúde da Família como porta de entrada para os serviços de saúde é responsável pelo diagnóstico, pelo tratamento e por ações educativas para os acometidos com a enfermidade, bem como para seus familiares e toda a comunidade. O profissional enfermeiro como parte integrante da equipe de saúde da família desenvolve atividades como prevenção, controle e tratamento da doença. Esta revisão integrativa objetivou identificar quais são as ações de enfermagem frente ao tratamento de pacientes com hanseníase. A revisão integrativa da literatura foi realizada a partir do levantamento bibliográfico de artigos científicos na base de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Base de Dados de Enfermagem (BDENF) e Scientific Electronic Library (Scielo). Como critérios de inclusão, consideram-se os artigos científicos originais e completos publicados em periódicos nacionais e internacionais em língua inglesa e portuguesa nos últimos dez anos. Foram encontrados 52 artigos, porém 43 artigos foram excluídos por não contemplar os critérios de inclusão da pesquisa, restando 9 artigos para análise do conteúdo, sendo 2 artigos da LILACS, 3 SCIELO e 4 BDENF. Uma das funções da enfermagem é capacitar a equipe, fazer avaliação dermatoneurológica, garantir universalidade e acessibilidade da assistência para todos os pacientes com hanseníase, realizar escuta e comunicação terapêuticas, estabelecer vínculo, confiança e compromisso com o enfermo, contribuindo para diminuir o índice de abandono do tratamento. O enfermeiro deve considerar a singularidade e subjetividade de cada paciente, oferecer apoio e prestar todo esclarecimento acerca da doença, orientar quanto ao uso adequado da medicação e quanto à prevenção de incapacidades, orientar práticas de autocuidado e desconforto decorrente do tratamento. Minimizar o estigma social que a doença ainda carrega, reduzindo o preconceito e a exclusão social dos doentes por meio de ações educativas para a comunidade, além de ser responsável pela supervisão do trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde que orientam a procura da unidade de saúde em caso de suspeita de hanseníase. Nenhum dos artigos trouxe como a enfermagem atua no tratamento de pacientes em caso mais avançados de hanseníase com presença de incapacidades. BDENF foi a base de dados com mais artigos encontrados relacionados à temática. Após realização do estudo ficou evidente a importância da assistência de enfermagem ao paciente com hanseníase e suas atribuições.

TRACOMA: FASES CLÍNICAS E FORMAS DE DIAGNÓSTICOS

A doença negligenciada é aquela pouco estudada ou mesmo que não está na agenda de pesquisa e desenvolvimento das grandes indústrias farmacêuticas. Segundo Organização Mundial da Saúde (OMS) é o conjunto de doenças causadas por agentes infecciosos ou parasitários, endêmicas em populações pobres. Uma delas é o tracoma, provocado pela bactéria Chlamydia trachomatis que causa ceratoconjuntivite recidivante produzindo cicatrizes na conjuntiva palpebral superior, podendo levar à formação de entrópio (pálpebra com a margem virada para dentro do olho) e triquíase (cílios invertidos tocando o olho). È importante o profissional de saúde identificar precocemente o tracoma, detectando as primeiras fases clínicas da doença através de diagnóstico de qualidade, evitando a fase mais grave que é a cegueira. Descrever as fases clínicas e a forma de diagnóstico de tracoma. Revisão integrativa. Utilizou-se a seguinte pergunta norteadora “Quais as fases clínicas de tracoma e as formas de diagnóstico? ” A busca foi realizada em outubro de 2016 nas bases de dados MEDLINE, LILACS e CINAHL, totalizando cinco artigos. Foram incluídos artigos nos idiomas inglês, espanhol e português, publicados de 2012 a 2016 e excluídos artigos de revisão, resenhas críticas, e artigos que não respondessem à pergunta norteadora. As fases clínicas são a inflamatória e a sequelar. A primeira inclui o tracoma inflamatório folicular (cinco ou mais folículos na conjuntiva tarsal superior com meio milímetro de diâmentro) e o tracoma inflamatório intenso (grande espessamento inflamatório da conjuntiva da pálpebra superior e conjuntiva tarsal vermelha, áspera com vários folículos). Já a segunda fase abrange tracoma cicatricial (cicatrizes na conjuntiva da pálpebra superior brilhante e fibrosa); Triquíase tracomatosa (cílios atrita o globo ocular, cílios invertidos ou cílios removidos) e opacificação corneana (opacidade da cónea facilmente visível sobre a pupila diminui acuidade visual). O diagnóstico clínico é soberano, desta maneira é preciso obter informações dos sintomas apresentados pelo doente e observar com auxílio da lupa binocular e iluminação adequada as pálpebras, cílios, conjuntivas e córneas. Diagnóstico laboratorial usa raspado conjuntival da pálpebra superior e detecta a Chlamydia trachomatis e também Imunofluorescência direta para Chlamydia trachomatis. Para evitar a fase sequelar da doença, que pode inclusive levar a cegueira total, é necessário identificar as fases iniciais do tracoma de maneira precoce, utilizando diagnóstico clínico, diagnóstico laboratorial e/ou diagnóstico de imunofluorescência direta. Para tal é importante o enfermeiro ter conhecimento das diversas formas de apresentação desta patologia que infelizmente ainda é negligenciada, com isso poderá diminuí-la ou mesmo erradicá-la.